Responsabilidade sobre informações divulgadas na Rede.

Que a globalização tem suas muitas vantagens, todo mundo sabe e vivencia diariamente.

Estamos (uma parcela da sociedade) conectados na ‘web’ quase 24 horas, às vezes. Acessando redes sociais, notícias, fóruns, lendo textos e outras atividades mais.

Algo que tem sido muito constante são os movimentos ‘organizados’ virtualmente que acabam vindo pro mundo real e a mobilização através das redes em protesto/defesa de alguma causa.

Hoje senti o peso da responsabilidade sobre o que eu posto na Internet.

Tudo começou com um post feito no mural de uma amiga, denunciando maus tratos aos filhotes expostos na vitrine de um Pet Shop situado num Shopping de São Paulo, na Zona Sul.

Como defensora dos animais, não hesitei UM SEGUNDO em repassar o protesto contra a tal loja. Para depois começar a refletir que eu havia acabado de repassar uma informação a qual eu não sabia a fonte e muito menos, se procedia.

A informação dizia que uma pessoa havia ido ao estabelecimento e visto que os filhotes estavam sem água para beber e, ao questionar um funcionário do local, recebeu a informação de que eles não podiam dar água aos animais para não sujar a vitrine. Diante disso a pessoa procurou reclamar com a proprietária da loja que categoricamente se recusou a colocar água para os animais.

Não precisei de muitos minutos pra ver a informação sendo replicada no mural dos meus amigos no Facebook. Comentários de protesto contra a atitude ‘desumana’ para com os filhotes e muito mais foram pipocando. Até que eu e minha amiga, que foi de onde copiei a nota, nos demos conta que não tínhamos informações confiáveis sobre o assunto. Ela recebeu de outra amiga, que não costuma repassar informações ‘falsas’. Mas ficamos então, numa saia um pouco justa.

Somos contra qualquer tipo de maus tratos a animais. Mas isso não significa que queremos prejudicar os humanos, principalmente SEM sabermos se eles tem realmente culpa.

Saí pesquisando um pouco e após algumas horas (pois tive que interromper a pesquisa para trabalhar), não chegamos à fonte da denúncia. Retirei do mural o post e fiz outro explicando que não podia provar o que havia afirmado ali e portanto, não levaria em frente.

Um movimento de ‘boicote’ a alguma loja ou marca pode surtir efeitos devastadores o suficiente para prejudicar um estabelecimento ou seus negócios. Vide o caso da Arezzo, que retirou sua linha de produtos feitos de pele de animais após uma maciça campanha pela Internet protestando contra esses produtos. Em comunicado aberto, a marca disse que havia cancelado os pedidos de matéria prima para os próximos produtos e acabando o estoque, não mais haveriam produtos envolvendo peles animais.

Então, eu recuei mesmo. Não fui eu quem comecei, tampouco minha amiga. Mas poderíamos ser até processadas pelas informações divulgadas, se elas não tivessem fundamento.

Não consegui ter certeza se os animais eram realmente maltratados. Obtivemos fotos de uma pessoa que leu a denúncia e foi conferir pessoalmente, viu que os animais bebem água através daqueles bebedouros presos. Então, a denúncia de que eles não recebiam água, por si só, já cai por terra.

Não sou a favor de animais vendidos em pet shops. Mas nem por isso me acho no direito de ‘ajudar’ a massacrar um sem ter certeza.

Ficou uma lição boa: investigar MESMO qualquer informação antes de repassar. Se não é hoax ou spam, pode ser algum mal entendido. Não foi confirmado nada oficialmente sobre a denúncia no pet shop. Mas foi feita uma denúncia aos órgãos responsáveis que deverão averiguar o tema.

Quanto a mim, acredito ter aprendido a ‘refrear os cavalos’ antes de sair correndo. Justo eu, que combato hoax, fazer isso fica hipócrita.

A Internet é uma ferramenta fantástica, saiba usá-la com bom senso. Tome cuidado com o que você divulga, sempre citando as fontes, para não ser responsabilizado por algo que ‘não’ é de sua autoria.

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Histórias de rede sem fio

Então.

Nesse nosso mundo de redes, as redes wireless se propagaram feito xuxu na cerca.

Vivendo numa rua onde existem várias empresas e sendo o alcance das redes um tanto quanto ‘amplo’, é inevitável que você reconheça a rede do seu vizinho ou ele reconheça a sua.

HISTÓRIA UM

Certa vez, no dia da implosão do Carandiru, um certo gordinho simpático saiu munido do notebook de sua esposa caminhando pela rua. O objetivo: descobrir o alcance da rede.

Até então, era a única na rua. Ou pelo menos nos arredores, pois ao fazer uma busca, nenhuma outra aparecia.

E la foi o gordinho simpático caminhando, de notebook na mão. Parava, testava… caminhava.

Obviamente isso despertou a curiosidade de outros moradores e em certo momento o gordinho simpático foi indagado sobre o que fazia.

– Sou engenheiro e estou testando o alcance da implosão do Carandiru, senhora.

Claro que a curiosa idosa ficou preocupada.

– Oh e o senhor acha que vai chegar até aqui?

– É bem provável, mas estou fazendo cálculos para evitar isso.

E claro, a rua toda soube que o gordinho simpático era engenheiro e podia mandar implodir o Carandiru daquele simpático notebook cor-de-rosa (mal sabia a esposa que ele levou o equipamento para a rua! Justo ela que sempre morreu de medo do aparelho ser roubado!).

Ah, sim, a esposa e sua melhor amiga estavam passeando em outro ponto da cidade naquele momento, totalmente alheias ao fato.

Conclusão: a rede da casa alcança até o começo da rua, na entrada da mesma, pois foi até lá que o sinal funcionou no notebook da esposa do gordinho simpático.

HISTÓRIA DOIS

Mudou-se para a casa vizinha uma empresa de contabilidade. A casa foi totalmente reformada, janelas trocadas, toda modernizada.

E obviamente, um tempo depois, a contabilidade passou a ter rede sem fio.

Então. O gordinho simpático (lembram dele?) começou a perceber que sua Internet por vezes ficava muito morosa. Configurou a rede como segura, limitando o acesso da mesma. Porém, por ser um gordinho simpático, deixou uma pequena ‘banda’ disponível. Afinal, coitados dos funcionários da casa vizinha… Eles usavam a rede do gordinho simpático vez ou outra e só para navegação (conforme ele já havia averiguado). Que mal fazia?

Não interferia na produção diretamente, já que o gordinho simpático trabalhava mais com programas de funcionamento local e nem tanto com a Internet.

Mas (toda história tem um “mas”), a prima do gordinho simpático trabalhava em casa também. E ela usava a Internet com muita frequência, não só para uso de buscas e pesquisas, mas também, para usar algumas ferramentas remotas conforme solicitação de alguns clientes. E nesses dias, a pequena banda destinada aos vizinhos (sabe como é, política da boa vizinhança) acabava atrapalhando um pouco (ou pelo menos é isso que a prima pensava, já que o entendimento dela sobre o assunto é muito básico).

Não importa o motivo, mas o gordinho simpático passou a ser bombardeado de reclamações sobre a lentidão da rede.

Até gordinhos simpáticos têm limite na sua paciência e simpatia. E a prima achava que ele não estava ciente do que ocorria, perguntava várias vezes sobre o que estava acontecendo.

Um dia, após monitorar o acesso dos vizinhos por um tempo, o gordinho simpático decidiu que era hora de conversar com os vizinhos.

Mas era preciso usar algum artifício, porque só chegar lá e simplesmente reclamar poderia soar chato. E o gordinho simpático não queria ser chato.

Pacientemente, o gordinho simpático acessou a rede do vizinho… E descobriu que a impressora estava na rede e compartilhada.

Fazendo a devida instalação dos drivers necessários, o gordinho simpático mandou imprimir uma série de documentos na impressora do vizinho.

Enquanto isso, ele imprimiu em sua casa um registro do acesso feito pelos vizinhos em sua rede.

Munido da listagem de acesso, lá foi ele com seu jeitinho peculiar tocar a campainha do vizinho.

Quem atendeu, por um acaso, foi o dono da empresa.

– Oi, eu sou seu vizinho. Eu mandei imprimir umas provas na sua impressora, será que o senhor poderia me entregar?

– O que? Na minha impressora? Mas isso não pode!

– É, mas a sua rede está aberta. Então eu achei que não se importaria. Aliás, gostaria de alertá-lo que seus funcionários estão fazendo download de pornografia usando a minha rede.

– Isso é impossível! – Disse o dono com sua impáfia. – Meus funcionários não fazem isso.

– Olha, lamento. Mas eles não só fazem, como estão fazendo neste minuto. Veja aqui. – E o gordinho mostra o papel impresso. – Esta máquina está neste site, e esta aqui também. Estão baixando filmes pornô usando a minha rede. Agora, o senhor pode por favor me entregar minhas provas?

O dono da empresa chamou uma secretária, que rapidamente providenciou a entrega dos documentos impressos. O gordinho entregou ao dono a listagem das máquinas que acessavam sua rede e foi para casa sorridente com as provas em mãos.

Curiosamente, a rede do vizinho sumiu. E sua rede não foi mais acessada.

A conclusão? Esta fica por conta de vocês.

FIM

AVISO:
Esta NÃO é uma história de ficção. Qualquer semelhança com pessoas que você conheça relacionadas a autora deste texto NÃO é mera coincidência. Nenhum notebook foi danificado na ação destas histórias. O Carandiru foi implodido, mas NÃO FOI o gordinho simpático quem apertou o botão. Embora a filha do gordinho simpático seja muito espoleta, ressaltamos que ela não era nascida por ocasião da primeira história e estava na escola por ocasião da segunda. Os diálogos foram inventados pela autora. Ambas as histórias foram contadas com a devida autorização do gordinho simpático.

Uma boa quarta-feira a todos. 😀

He’s back, Jim…

Bom.  Ele voltou. 🙂

O problema? Aparentemente o problema estava no meu CD de instalação do Windows, pois o técnico conseguiu reinstalar o sistema operacional. Na verdade, ele formatou o HD e instalou, que era o que eu estava tentando fazer e não conseguia.

Ele parece bem, está funcionando normal, reinstalei o básico logo que ele chegou e vou instalando o restante conforme precisar.

De certa forma foi bom. Meus e-mails estavam tão confusos que eu não sabia mais nada. Agora zerou tudo.

Perdi algumas coisas que por pura incompetência eu deixei no HD errado (tenho outro HD onde guardo todas as coisas, exatamente pra evitar perdê-las no caso de pau no HD principal).

Seguimos em frente, observando o comportamento da criança.

“He’s dead, Jim.”

Tudo começou ontem de tarde.
Fui buscar a Laura na escola, dei uma olhadela e ele estava bem. Ativo e brilhante como sempre.
Almoçamos, fiquei brincando com ela na sala. Então, resolvi passar um tempo com ele também.

A primeira coisa diferente foi o contato. Não havia contato. E a perda do contato demandava uma observação mais detalhada. Foi o que fiz. Examinei cuidadosamente toda sua aparência e seu estado físico. Melhor começar de novo.

E então, tudo estava perdido.

Ele entrou num looping desesperado, recomeçando e recomeçando. O guincho contínuo foi apavorante. Melhor puxar todo o equipamento vital da tomada.

Silêncio.

Eu fiquei estressada. Ele também deve ter ficado. Melhor deixar ele descansar, depois tentar de novo.

De noite, novas tentativas, frustradas. Ficou petrificado, congelado no Modo de Segurança!!!! Se recusou a formatar a partição! Travou na instalação do sistema operacional.

Pânico! Pânico!!! Perigo dr. Smith… Não tem registro… Não tem registro….

“Melhor falar com alguém que entende mais do que você…”, recomendou a melhor amiga.
O especialista não era exatamente especialista no caso dele. Mas ajudou como pôde. Até meia-noite batalharmos arduamente para recuperar toda a estabilidade. Sem sucesso.

Fui dormir exausta e desanimada. Um novo dia poderia trazer melhores oportunidades.

Mas só depois do café. Nada é mais importante que o café, já dizia a Capitã Kathryn Janeway. Sábia essa mulher (aviso: piadinhas sobre mulheres ao volante perdendo naves em quadrantes não serão aprovados).

Após o café, revigorados, reiniciamos a batalha para recuperar meu querido companheiro.

“Droga, Jim, não sou técnica de hardware, sou tradutora!”

Erro de IRQ_NOT_EQUAL……… bla, bla, bla whiskas sachê. Bendito seja o google entre os mecanismos de busca da Internet!

Novas tentativas, aceitou formatar, mas agora apita MEMORY_FAIL.

“He’s dead, Jim.”

Lá foi meu pc para a assistência técnica. *suspiro*

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