Acabou… Ufa!

Não, não serão permitidos comentários neste post. Eu quero falar e não estou afim de ouvir. Claro, você também tem o direito de não ler, oras.

Que semana dura, Deuses… Aliás, as semanas andam bastante árduas.

A cada Sexta-feira, mesmo trabalhando em casa recebo o final de semana com alívio e satisfação. E este não é diferente.

Nem tudo é como a gente quer, diz aquele ditado.

Mas já faz tempo que eu planejo e não está sendo como eu planejo. Ok, há alguma falha em algum canto e até já detectei algumas. Mas a mais importante é a minha inaptidão para lidar com os elementos inesperados. Contingência para isso, é o que eu deveria ter (nossa, falei igual ao Yoda).

A semana começou com a Laura doente, seguiu com a minha garganta e o peito piorando devido a uma friagem do final de semana passado e termina com a Cleo internada.

Hj tive que pedir extensão do prazo do trabalho. A garganta e o peito doiam demais, não dava pra suportar, tive que tomar medicação e pra poder continuar ‘de pé’. Estou ficando resfriada uma vez por mês praticamente. Preciso rever isso também, não estou dormindo bem e isso afeta o sistema imunológico e o organismo.

A diversão novamente começa a se tornar chateação.
Não posso exigir de ninguém que haja como eu, mas eu simplesmente não suporto algumas coisas. Cada vez mais tenho certeza de que conviver com seres humanos é uma tarefa que nem sempre estou disposta a cumprir ou suportar. É, suportar é a palavra.

Mas, nós vivemos em sociedade e existem pessoas boas. Assim como existem aquelas inconvenientes.
Planejo descansar no final de semana. Senão a ‘bola de neve’ desta vai aumentar na outra e vai ficar praticamente insuportável. Eu chego lá.

Uma atualização sobre a Cleo, enviada pelo Jorge por e-mail:

“O ultrassom revelou que nenhum órgão foi prejudicado, exceto os rins. Eles estão menores e com formação não padrão, mas não sabem dizer se sempre foi assim ou ficaram assim. Eles também estão com pontos de calcificação (ou algo parecido), que faz com que não funcionem bem.

Ela está tomando soro direto, justamente pra tentar fazer os rins funcionarem na marra, e alguns medicamentos para impedir que as toxinas que os rins não estão filtrando ataquem outros órgãos como o estômago.

O tratamento neste momento é soro constante para ver se os rins voltam a trabalhar direito e filtram o sangue. Outro exame será feito no domingo para ver se o nivel das toxinas baixou, indicando que está melhorando.

O caso é grave, e se fosse num ser-humano seria caso de transplante.
Ela está bem abatida, e mal se moveu no tempo em que estive por lá. Só levantou num momento para fazer xixi….o que é um bom sinal mostrando que os rins estão funcionando…..só é preciso ver se estão funcionando direito (que o exame no domingo dirá).”

E como dizia o Cid Moreira: “Boa noite.”

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Uma gatinha entanto…

Essa é a Cleopatra, ou para nós que a conhecemos bem, Cléo.

A Cleo foi encontrada pela minha comadre Lia. Ela se escondeu dentro de um pneu cheio de água que existia num canto na empresa onde a Lia trabalhou e a dona da empresa queria jogar ela na rua. Ela era apenas um filhotinho abandonado e assustado.

A Lia a recolheu e levou para seu apartamento. Mas lá já morava uma senhora chamada “Miau” que tinha tolerância zero com outros felinos. E a coitadinha apanhava quando tentava entrar da lavanderia para o apartamento.

O Jorge a adotou então. Ele passava muito tempo em seu apartamento e a Cleo foi para lá para lhe fazer companhia. Isso aconteceu há uns 11 anos. Ela foi a primeira e por isso, é minha enteada. Depois vieram mais quatro e esses são ‘nossos filhos’ (meus e do Jorge).

Ontem a Cleo foi para o hospital veterinário e como estava sem comer a dois dias, ela ficou internada.

Hoje, as informações fornecidas são que, depois de alguns exames foi detectado que dois componentes estão absurdamente acima do padrão, indicando que os rins não estão funcionando. Vão fazer um ultrassom para verificar como eles estão e por enquanto a recomendação é mantê-la internada, pelo menos por 48 horas, forçando a hidratação para ver se os rins voltam a funcionar.

Ela sempre foi muito carinhosa e companheira. Eu, que praticamente sempre trabalhei em casa enquanto era casada com o Jorge, tinha a companhia dela quase o dia todo. No inverno principalmente ela costumava ficar no meu colo enquanto eu trabalhava no computador. E tirar bons cochilos comigo na cama nas tardes modorrentas de Domingo.

Não sabemos o que vai acontecer com ela. Só quero que seja o melhor e que ela sofra o menos possível.

Não sei também quem lê este blog. Mas mesmo assim, peço que orem por ela.

Uma ‘amiga’ tão fiel e querida merece o melhor.

Mas infelizmente o melhor nem sempre é o que mais queremos…
Força Cleozinha… Amamos você.

Droga, Jim. Eu sou humano e não vulcano!

Esta semana foi mais tranquila do que as anteriores, embora meus picos de ansiedade tenham oscilado mais.

Muitas coisas ‘rolando’ em segundo plano, idéias para serem concretizadas, planos para o futuro muito distante, planos para o futuro próximo… E no final eu queria que tudo se resolvesse pra ontem… Óbvio.

Nessas horas eu preferia não ter sentimentos ou poder desligá-los. Pra ajudar a manter o foco nas coisas que eu preciso fazer em vez de ficar brigando comigo pra ‘pousar’ e prestar atenção no que tenho que fazer.

É óbvio que o mais divertido é ficar pandilhando por aí, gastando horas na Internet e lendo meus e-mails.

Mas o trabalho, além de engrandecer ‘o homem’, põe dinheiro na conta pra pagar mais contas… E eventualmente, agraciarmos a nós mesmos com algum mimo, afinal, trabalhamos também para isso.

Tem dias que acho maravilhoso sentir e sentir intensamente, que é o meu caso. Eu sou daquelas pessoas que sente tudo MUITO intensamente. É excelente para coisas alegres e boas. Péssimo para coisas tristes e ruins. Ainda bem que faço terapia e posso jogar as frustrações nas mãos de alguém que depois me devolve pra eu mesma resolver.

Aliás, é isso que envolve a terapia. Você vai lá, conversa com alguém que ouve você, eventualmente faz perguntas para entender a forma como você pensa e te devolve o que você disse de uma maneira que você possa entender e ver coisas que não tinha visto antes, podendo assim resolver a questão. Mas essencialmente, tudo depende da gente mesmo. O psicologo, terapeuta, não importa, não vai resolver as coisas pra mim. Essa pessoa é uma facilitadora para que eu tente me entender e resolver meus problemas. E às vezes, até dizer pra mim coisas que eu já sei mas preciso ouvir dos outros.

Nós humanos somos realmente engraçados nesse sentido. Sabemos as coisas e o que temos que fazer, mas precisamos ouvir dos outros às vezes.

Às vezes eu preferia ficar dentro da minha concha… Não, não sou uma pérola (numa linguagem bem popular, pérola é cocô da concha… *risos*), na verdade é parte da insegurança que eu sinto e me faz querer isso.

Ainda bem que de uns bons tempos para cá, tenho vencido essa vontade e encarado o que preciso.
Mas nem sempre é fácil. Aliás, nem sempre não. NÃO é fácil.

Lidar com expectativas, sejam elas as minhas (e que são as mais exigentes, eu mereço!) ou dos demais gera mais sentimentos, mais idéias e mais minhocas. Preferia menos minhocas.

Chega, hora de trabalhar.

Resumo da semana…

Esta semana se desenrolou mais tranquila. Confesso que consegui assumir efetivamente o controle de algumas coisas que andavam soltas e isso me deixou mais calma.

FERIADO
A viagem no feriado foi ótima, com direito a festa surpresa de aniversário (e daí que foi um mês depois, foi fofo do mesmo jeito), com supresa para um aniversariante (“Captain on the bridge!”), disciplina e muuuuitos cochilos gostosos durante a tarde. O ar seco não ajudava muito mas, como em todo 07 de setembro, choveu, a umidade do ar melhorou e todos puderam enfim respirar aliviados, literalmente.

E-MAILS ACUMULADOS
Ah, não li todos não. E só pude dar uma boa olhada ontem, mas mesmo assim, selecionei por assunto e marquei todos como lidos. Não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo e nem acompanhar tudo como gostaria. Então, melhor fazer o que dá e procurar desencanar do que não pode ser feito. Incrível como a segunda é bem mais difícil do que a primeira.

NÃO DÁ PRA ABRAÇAR O MUNDO…
Eu sou eu e os outros, são os outros. Esta afirmativa que parece óbvia e ululante é também difícil de trabalhar às vezes. Para mim, algumas coisas são óbvias e inerentes diante de responsabilidades que eu assumo.
Seria tão bom se todos pudessem ser organizados dessa maneira…
Melhorei muito. Antes eu saia ‘abraçando’ tudo que não estava do jeito que eu queria, independente de eu poder ou não arcar com isso. Agora eu consigo respirar e separar o que realmente eu posso fazer em casos específicos.
Mas se tem algo que eu detesto é cliente que não dá instruções adequadas e depois, fica devolvendo trabalho pra corrigir coisas que poderiam ter sido feitas daquela maneira no processo de tradução. Isso é irritante!

CASA DE FERREIRO, ESPETO DE PAU…
Precisamos ficar atentos ao que temos ao nosso redor e bem debaixo dos nossos focinhos. Temos verdadeiras preciosidades dentro de nossas próprias casas e às vezes, acabamos banalizando pra não enxergar nossos próprios erros. É mais fácil jogar a culpa nos outros do que olhar nosso reflexo e vermos o que erramos. Aí, depois que perdemos é que vem a valorização.
Não, não é lá em casa, tudo vai muito bem, obrigada.
São algumas coisas que andei vendo ‘por aí’ e me deixam perplexa e até revoltada às vezes.

E FALANDO EM LÁ EM CASA…
Se tem algo que ninguém vai ler aqui são indiretas pra terceiros quem quer que sejam. PRINCIPALMENTE para os dois anjos maravilhosos com quem resido. Não mando recadinhos através do meu blog, acho isso patético e covarde. Eu falo a quem tenho que falar, cedo ou tarde. Quem já passou por isso sabe que é verdade.
Quem não passou, pode ser que sua vez esteja chegando… <risada maléfica>

MEU COMPORTAMENTO ESPELHA A SUA LIDERANÇA
Este trechinho é dedicado a todos aqueles que de alguma maneira, tem a responsabilidade de estarem diante de um grupo e o fazem com maestria. São pessoas que me inspiram a seguir em frente, seguir seu exemplo e fazem com que eu possa dar de mim o melhor a elas e ao(s) grupo(s) em que participo.
Todos tem seus defeitos e qualidades, pois somos humanos.
Mas eu pego as qualidades e uso de modelo. Obrigada a vocês por colaborarem cada um a sua maneira.

Chega, hora de trabalhar.

Cola Eleições 2010

Depois de vascular a Internet e cair nos sites específicos de candidatos, me enchi e fiz meu próprio modelo de ‘colinha’ pro dia da eleição.

Todos já vem praticamente preenchidos. Pô. E o meu direito de preencher como eu bem entendo, fica onde?

Aqui está:

Colinha pra votar

Em branco, bonitinha, pra cada um imprimir e escrever o que acha que deve, votar em quem quiser. 🙂

Clique com o botão direito na imagem, salve em seu computador e imprima. 🙂

Use e abuse, divulgue, cole no seu blog. Já que o voto é uma obrigação, pelo menos o direito de preencher a colinha do jeito que a gente quer, a gente merece né?

Ah sim. Pra quem quer tudo pronto na hora de imprimir, basta ir no site do TSE e clicar em GERADOR DE COLA.

Abre uma janela, você preenche com os números dos candidatos nos quais vai votar e imprime.

Simples assim. 🙂

Carta aberta… 5 anos

Oi, espero que você esteja bem.

Todo ano tenho feito isso, achei que mudar o padrão agora, seria bobagem.

Eu estou bem, passando por uma série de reformulações, sabe? Devo muito da minha sanidade a educação que você me deu, sem ela eu não sei como poderia entender e encarar com coragem alguns dos desafios que a vida vem me trazendo. Aliás, estou evoluindo bastante no que se refere a depressão, ela vem melhorando gradativamente, você teria orgulho de mim. Ou acho que tem, né?

Acho que você sabe que perdoei você por tudo, né? Conversamos a respeito há 4 anos atrás.
Pode parecer estranho, mas obrigada pelo irmãozinho. Uma criança é sempre legal e afinal, você sempre quis ter um menino. Antônio Elias Farah Neto, você disse que eu me chamaria se tivesse nascido menino. Desculpe por isso, tá? Não é reclamação, sei que você me ama desde o momento que eu nasci, quase bateu no médico que não queria internar a mamãe para fazer meu parto porque ela não tinha barriga e estava elegantemente trajada num conjunto de taileur e calça social. Obrigada por ter assinado o termo de responsabilidade juntamente com o Dr. Wilson (a quem imagino que você tenha encontrado por aí). Eu ainda gostaria de ver a cara desse médico que disse que eu não teria sequer semanas de vida. Estou perto dos 40 anos. Pode isso? Quando você fez 40 eu me lembro de ter pensado que você estava ficando mais velho e fiquei preocupada. Agora sou eu quem chega a essa idade. Que coisa, o tempo voou!

A Laurinha está linda, sabe? Você não a conheceu, ela nem estava em planejamento na época, mas imagino que você saiba quem ela é. Ela é a luz da minha vida, um anjinho que mandaram de presente, um ser iluminado que desde bebê já faz muito por muita gente. E eu sou uma dessas pessoas. Eu a considero como filha, você deve saber. E imagino que a consideraria como neta, é o seu normal.

Sei que tem coisas que podem parecer estranhas pra você, principalmente diante de tudo que aconteceu nos últimos anos da sua vida. Acredite, eu também me surpreendo ainda com elas, mas eu tenho em mim uma certeza de que muito disso fará todos ficarem mais fortes, vamos amadurecer, nos tornar pessoas melhores e podermos colaborar melhor ainda com o universo inteiro.

Eu costumo sonhar com você com frequência. Estamos sempre passeando em família, em lugares muito legais. Você costuma sempre estar sorrindo, estar feliz e bem. Acredito que é porque agora você esteja. Espero de coração que tenha compreendido todo o propósito do que aconteceu a você e porque foi daquela maneira. Quando não aprendemos por bem ou do jeito mais fácil, acabamos levando uma bela bordoada pra acordar. Lamento que a sua foi a última, mas acredito que é porque assim deveria ser, né?

A mamãe está bem, vivendo a vida do jeitinho dela, como ela pode. Está sendo bem cuidada e também tem se cuidado bastante.

Vou ficando por aqui. Tenho muitas saudades de você, mas o sentimento está mais ameno, dói menos, ainda bem. Achei que ele nunca diminuiria. Hoje consigo sorrir sem lágrimas pela lembrança do seu sorriso.

Obrigada mais uma vez por tudo. E por zelar por nós. Eu te amo.

Mary

A Educação (ou falta dela) no transporte público

Cada vez mais, fico contente com a mudança gradativa do comportamento dos usuários de transporte público, principalmente no metrô.
Em algumas estações do metrô, a regra de deixar a esquerda livre na escada para que os apressados e atrasados possam ir mais rápido funciona (pra minha surpresa!). Acredito que um dia, todas as estações terão essa dinâmica, mas por hora, algumas poucas têm usuários que são mais conscientes.
Os assentos para pessoas em condições especiais também estão sendo mais respeitados. Embora o anúncio diga: “Na ausência de pessoas nessas condições, o uso do assento é livre.”, não foram poucas vezes em que o trem estava relativamente cheio e a cadeirinha azul ali, vazia, aguardando alguma pessoa idosa, senhoras grávidas ou pessoas com crianças no colo.
Muito dez, pessoal! Continuemos assim para que outros possam aprender com esses exemplos.
Claro que, ainda falta alguma coisa, como a educação na hora de entrar e sair do trem em determinadas estações nos horários de pico. A saída, parece estouro de boiada. Sai todo mundo, empurrando quem está na frente, do lado, sem se importar. É ruim se o sujeito sai empurrando. Mas também é ruim o sujeito que já está acostumado ao dia a dia e fica ali, NO MEIO DA PORTA, atrapalhando o caminho dos que empurram. “Não fique nas portas, procure usar os corredores do trem”, diz o condutor. Mas quê?! Comodidade e lei do Gérson ainda são predominantes.
Outra coisa que reparei e me diverte é como as pessoas não estão acostumadas a um gesto gentil ou um sorriso. Não que eu saia sorrindo para todo mundo, mas depois de anos e anos de prática, já sei que não adianta “surtar” dentro do trem lotado. O negócio é tentar se “ajeitar” o melhor possível e esperar chegar minha vez de descer. Sempre vai ter empurra-empurra, uma mochila na sua cabeça ou nas suas costas, uma pessoa bruta que quase te derruba na hora de sair e aquele que xinga você porque você o empurrou, sendo que você foi empurrado pela massa que veio atrás. Tuuuuudo cotidiano. Mas ainda assim, é divertido.
Primeiro, por ser pequena, tenho a vantagem de conseguir me esgueirar por espaços estreitos (vulgo, espaço entre uma pessoa e outra). Mas não faço “furtivamente” não. Digo sempre um sonoro “Com licença por favor’ e peço passagem, às vezes forçando um pouco, claro, mas sempre sendo educada. Normalmente as pessoas atendem e dão espaço para passar. Após passar sempre tento me virar para pessoa e dizer “Obrigada”.
Às vezes, estou numa posição em que há uma ou duas pessoas antes de eu poder ficar “no fluxo” das pessoas que descerão na mesma estação que eu. E eu descobri a magia do sorriso e as palavras gentis, principalmente se for uma mulher (por incrivel que pareça). “Desculpe, a sra vai descer na proxima estação? Ah, não? Será que poderiamos tentar trocar de lugar, porque eu preciso descer?”, sempre com um ar bem jovial e bem humorado, um sorriso pequeno ajuda.
Cara, NÃO FALHOU UMA! Normalmente a pessoa sorri de volta, algumas que estão “ao redor”, também tentam viabilizar um minimo de espaço para que eu troque de lugar com a outra pessoa e pronto! Tirei a pessoa do lugar chato de estar no caminho dos outros (inclusive no meu) e me coloquei mais adequadamente pra sair. Todo mundo fica satisfeito e menos irritado pelo empurra-empurra.
Pra finalizar, a velhissima ensinada pelos pais da gente de ceder o lugar aos mais velhos, gestantes e pessoas com crianças. Eu fico indignada e isso, infelizmente, não posso fazer nada, quando há pessoas nessas condições e NINGUÉM se levanta. Ainda por cima a pessoa está sentada no banco reservado pra essas pessoas. Hello? O assento é livre quando NÃO TEM pessoas nessas condições. Mas chegou uma? Tira a bunda da cadeira e dê o lugar, poxa. Quantas vezes eu vi pessoas levantarem de locais “não reservados” para cederem para pessoas idosas ou grávidas, enquanto aquele moleque jovenzinho ou aquela menininha toda cocotinha sentada lá, no banco azul, finge que não vê…
Mas tem o lado bom. Cada vez mais vejo moços e homens levantando. Antigamente, o número de mulheres que cedia seu lugar era bem maior. Agora, me parece mais equilibrado. Não deixo de ficar contente quando vejo aquele adolescente levantar e ceder seu lugar para um idoso. Eles são o futuro do país e um gesto mínimo como esse já denota muita coisa.
O ônibus ja é um outro ambiente. Embora não menos tumultuado ou com os mesmos problemas. A diferença é que pela instabilidade da pista e do próprio jeito do motorista conduzir o veículo, estamos sujeitos a alguns desequilibrios. Então é mais dificil fazer troca de lugar para sair e coisas assim. Além disso, o ônibus tem porta de entrada e de saída. Então, se colocar perto da porta para sair, é mais fácil às vezes.
Nossa, chega. Ja falei demais e não são nem 6 horas da manhã!

Tolerância

É complicado compreender o que é muito diferente de nós mesmos.
Mas às vezes, não é questão de compreender ou aceitar. Respeitar é a palavra certa. Ou a atitude certa.
Acertamos e erramos todos os dias. E existem dias em que voltamos para casa com a sensação de que nada de útil foi feito.
É porque às vezes não fazemos. Existe o dia de fazer, o dia de aprender.
E todo aprendizado pode ser difícil e doloroso.
Ser alguém melhor não é fácil e escolher trilhar esse caminho traz muitos obstáculos, dificuldades e tombos.
Mas cada um desses “impedimentos”, são pausas. Se caímos, temos que respirar e levantar. Se há um obstáculo, é necessário analisar para ultrapassar. Até mesmo para deixar “a vida nos levar”, é preciso saber controlar o leme, pra não perder o controle..

Nem sempre a ajuda solicitada é um pedido de ajuda em si, mas pode ser um pedido para que você colabore para que tudo se adeque aos planos de quem lhe pediu ajuda. E quem pediu, pode estar mesmo certo de que é o melhor…
Ninguém faz planos para que sua vida desmorone. São sempre para melhor. Mas nem sempre o seu melhor é o melhor do outro.
Acima de tudo, nem tudo o que pensamos pode ser dito. Existem lições que cada um de nós precisa aprender sozinho e, se tiver que ser com um tombo… Será. Não seria meu primeiro, tampouco o último.

Ser diferente não faz ninguém melhor que ninguém, nem pior.
Ser, é simplesmente Ser. Cada pessoa é de um jeito, cada flor e cada criatura. Mesmo que pareçam idênticas, não são. Cada uma delas tem sua característica, que a faz especial ou que faz com que ela colabore no seu papel pra manter as engrenagens rodando. E se são opostas então, parecem que não há como fazer com que trabalhem juntas.
Mas sempre há uma maneira. Pode não estar clara, nítida, mas para tudo há uma solução. Se não a vemos, é porque não a encontramos, mas ela existe.

Não cabe a nós entrarmos no mérito do “papel” do outro. Cuide do seu e ajudará o outro a cuidar do dele.

Cada um deve seguir seu caminho e fazer o melhor pra engrenagem funcionar. Como na história do beija flor tentando apagar o incêncio levando água no seu pequeno bico.
É o que ele pode fazer. Então ele faz, mesmo que seja pequeno.
Nem toda ajuda vem de grandes feitos, notáveis e claramente visíveis.
E toda criatura, por menor que seja, tem sua importância. Não podemos menosprezá-la.

Respeito e humildade, são pilares básicos para qualquer caminho.

Lá e de volta… outra vez?

Eu falo toda vez que vou voltar a escrever. E olha só.
Vou fazendo as outras coisas e “vir” até aqui pra escrever acaba dando trabalho.

Viver instável como uma montanha russa não ajuda muito. Saber que seu cérebro não fabrica direito algumas enzimas que dificultam esse processo de equilibrio, é um passo racional interessante. Mas psicologicamente dá mais raiva.

Minha vida sofreu um terremoto mais forte do que o do Haiti no final do ano passado. E os tremores subsequentes continuam vindo. Em menor intensidade. Algumas feridas abrem. Outras ainda não cicatrizaram.

Lições? MUITAS, ah, podem apostar.
Me tornei mais agressiva e isso está sendo um probleminha com o qual estou tendo que lidar.
Não é fácil. Mas quem disse que a vida era fácil?

Assisti AVATAR.
Soco no estômago, tapa na cara é pouco.
Incrível a capacidade que alguns filmes têm de me mostrar erros na minha própria vida.
Ah é. Eu no cinema, não é? Quem me conhece sabe como é raro. Mas estou trabalhando isso também.
Estou procurando ir ao cinema quando tenho vontade. Não é dificil achar pessoas interessadas, muitos amigos curtem e eu moro com alguém que adora. Mas esse filme foi algo curioso. NADA das sinopses me preparou para o que eu vi ali. E não falo de efeitos 3D, que são excepcionais.
Eu falo de história. É, a mesma história que tem um “roteiro batido”, “previsível”.
Como eu sempre digo e o filme diz também… Você vê o que quer. Você pode prestar atenção nos músculos do ator o filme todo. Ou ver a gota que escorreu por uma folha atrás dele no momento em que ele saiu da água. Você pode pensar no que ele disse ou no que fez. Ou simplesmente lembrar da paisagem ao redor.

É tudo tão simples. Cada um vê o que quer.
E como dizem no filme: “Eu vejo você.”

Nunca vi um filme com tanta lição de xamanismo e druidismo! Foi uma aula pra quem quisesse aprender, entender, SENTIR. O filme fala de sentir. Bom, eu senti muita emoção, tem gente que teve tédio e sentiu sono e outros, tontura por causa do efeito 3D.

Acho que fiquei tão embasbacada com o efeito e depois, conforme a história foi se desenrolando…
A arte imitando a vida, sentimentos fictícios que reverberam na vida real.

É, cada um sente e enxerga o que pode, o que quer… E o que está preparado.
E ninguém é melhor que ninguém por isso.

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