Obrigada, Cleo…

Querida Cleo,

Nunca imaginei que amaria tanto você quando te vi pela primeira vez.
Naquela época também nem imaginava que moraria com você. Como as coisas mudam né?
Quando eu cheguei na casa, você já estava lá e deixou claro que o território era seu. Tanto que o papai procurou uma companheira pra você, para que você aprendesse que você era uma gatinha e não gente.

E não é que deu certo?

Novinha, muito levada e arredia. Rosnava para mim, não me deixava pegá-la enão foram poucas as vezes que brigamos. Quando você foi castrada então, tentou me morder, eu liguei chorando pro papai desesperada. Mal sabia eu que você ainda estava sob efeito da anestesia e não me reconhecia. Nós humanos somos meio lesadinhos às vezes.

Muito abusada você se deitava no meu colo na cama, no inverno e se eu me mexia, rosnava para mim. Hehehe, e eu botava você pra correr. “Sua folgada! Vc deita no meu colo e não posso nem me mexer?”. E vc sumia.
Mas lá estava você, no dia seguinte, miando na porta do quarto pedindo para ir tomar sol na varanda (quando mudamos para a casa).

Esperava o papai chegar todos os dias, na porta. Eu nem precisava do relógio pra saber. A primeira vez que vc fez isso não entendi nada. Estava trabalhando no quarto, você parou na porta miando. Nem sei como entendi que estava me chamando. Quando me levantei, você andou para a sala, fui atrás. Aí você parou na porta.
Morávamos no apartamento, você não estava acostumada a sair. E foi quando me deu um insight, peguei você no colo e fui pra janela. Olhei para o portão do prédio, nada… Mas… ei… Um segundo depois, lá veio papai caminhando e entrando. “Impressionante, muito impressionante”, Cleo.

Quando veio a depressão e a ansiedade, lá estava você, quieta e carinhosa ao meu lado. Quando não lambia minhas lágrimas, acarinhava sua cabeça em mim, me oferecendo seu carinho. Nós humanos chamamos de terapia da fofura: fazemos carinho em vocês, fofinhos, peludinhos e carinhosos e em troca do carinho, vocês nos consolam. Seu ronronado era uma música pra mim, sabia?

Senti muito sua falta quando mudei. E sei que visitei você pouco, menos do que você gostaria talvez.
Mas você sempre me recebeu bem e com carinho nas poucas vezes em que fui até vcs. Vinha toda dengosa e pedia meu colo.

Você sabia que graças a você, alguns amigos da gente mudaram a opinião sobre os felinos? Pois é. Dois que me lembro no momento são o tio João Eduardo, lá do Rio e o tio Fernando Firpo. Eles não gostavam de gatos, até conhecer você e seus irmãos.

Mesmo longe eu sempre pensei muito e orei pro seu bem e de seus irmãos. E sei que o papai cuidou direitinho de você. A vovó também, aliás, que anjo você, fazendo companhia pra vovó também. Você era espetacular, Cleopatra.

Eu compreendo que seu tempo entre nós acabou, mas dói tanto no momento.
Ainda bem que fui visitar você semana passada, senão não teria me perdoado.

Obrigada por tudo o que fez por nós, Cleozinha. Nunca vou esquecer de você e essas duas ‘jabuticabas’ grandes que são seus olhinhos brilhantes. Sempre doce e faladeira, sempre companheira. Obrigada mesmo.

Você foi muito especial, como todo peludinho costuma ser quando acolhido.
Nunca vou te esquecer… Mesmo.

Um beijo grande, mamãe ama você.
Com carinho,

Mary

Cleopatra (2000 – 2010)

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Acabou… Ufa!

Não, não serão permitidos comentários neste post. Eu quero falar e não estou afim de ouvir. Claro, você também tem o direito de não ler, oras.

Que semana dura, Deuses… Aliás, as semanas andam bastante árduas.

A cada Sexta-feira, mesmo trabalhando em casa recebo o final de semana com alívio e satisfação. E este não é diferente.

Nem tudo é como a gente quer, diz aquele ditado.

Mas já faz tempo que eu planejo e não está sendo como eu planejo. Ok, há alguma falha em algum canto e até já detectei algumas. Mas a mais importante é a minha inaptidão para lidar com os elementos inesperados. Contingência para isso, é o que eu deveria ter (nossa, falei igual ao Yoda).

A semana começou com a Laura doente, seguiu com a minha garganta e o peito piorando devido a uma friagem do final de semana passado e termina com a Cleo internada.

Hj tive que pedir extensão do prazo do trabalho. A garganta e o peito doiam demais, não dava pra suportar, tive que tomar medicação e pra poder continuar ‘de pé’. Estou ficando resfriada uma vez por mês praticamente. Preciso rever isso também, não estou dormindo bem e isso afeta o sistema imunológico e o organismo.

A diversão novamente começa a se tornar chateação.
Não posso exigir de ninguém que haja como eu, mas eu simplesmente não suporto algumas coisas. Cada vez mais tenho certeza de que conviver com seres humanos é uma tarefa que nem sempre estou disposta a cumprir ou suportar. É, suportar é a palavra.

Mas, nós vivemos em sociedade e existem pessoas boas. Assim como existem aquelas inconvenientes.
Planejo descansar no final de semana. Senão a ‘bola de neve’ desta vai aumentar na outra e vai ficar praticamente insuportável. Eu chego lá.

Uma atualização sobre a Cleo, enviada pelo Jorge por e-mail:

“O ultrassom revelou que nenhum órgão foi prejudicado, exceto os rins. Eles estão menores e com formação não padrão, mas não sabem dizer se sempre foi assim ou ficaram assim. Eles também estão com pontos de calcificação (ou algo parecido), que faz com que não funcionem bem.

Ela está tomando soro direto, justamente pra tentar fazer os rins funcionarem na marra, e alguns medicamentos para impedir que as toxinas que os rins não estão filtrando ataquem outros órgãos como o estômago.

O tratamento neste momento é soro constante para ver se os rins voltam a trabalhar direito e filtram o sangue. Outro exame será feito no domingo para ver se o nivel das toxinas baixou, indicando que está melhorando.

O caso é grave, e se fosse num ser-humano seria caso de transplante.
Ela está bem abatida, e mal se moveu no tempo em que estive por lá. Só levantou num momento para fazer xixi….o que é um bom sinal mostrando que os rins estão funcionando…..só é preciso ver se estão funcionando direito (que o exame no domingo dirá).”

E como dizia o Cid Moreira: “Boa noite.”

Uma gatinha entanto…

Essa é a Cleopatra, ou para nós que a conhecemos bem, Cléo.

A Cleo foi encontrada pela minha comadre Lia. Ela se escondeu dentro de um pneu cheio de água que existia num canto na empresa onde a Lia trabalhou e a dona da empresa queria jogar ela na rua. Ela era apenas um filhotinho abandonado e assustado.

A Lia a recolheu e levou para seu apartamento. Mas lá já morava uma senhora chamada “Miau” que tinha tolerância zero com outros felinos. E a coitadinha apanhava quando tentava entrar da lavanderia para o apartamento.

O Jorge a adotou então. Ele passava muito tempo em seu apartamento e a Cleo foi para lá para lhe fazer companhia. Isso aconteceu há uns 11 anos. Ela foi a primeira e por isso, é minha enteada. Depois vieram mais quatro e esses são ‘nossos filhos’ (meus e do Jorge).

Ontem a Cleo foi para o hospital veterinário e como estava sem comer a dois dias, ela ficou internada.

Hoje, as informações fornecidas são que, depois de alguns exames foi detectado que dois componentes estão absurdamente acima do padrão, indicando que os rins não estão funcionando. Vão fazer um ultrassom para verificar como eles estão e por enquanto a recomendação é mantê-la internada, pelo menos por 48 horas, forçando a hidratação para ver se os rins voltam a funcionar.

Ela sempre foi muito carinhosa e companheira. Eu, que praticamente sempre trabalhei em casa enquanto era casada com o Jorge, tinha a companhia dela quase o dia todo. No inverno principalmente ela costumava ficar no meu colo enquanto eu trabalhava no computador. E tirar bons cochilos comigo na cama nas tardes modorrentas de Domingo.

Não sabemos o que vai acontecer com ela. Só quero que seja o melhor e que ela sofra o menos possível.

Não sei também quem lê este blog. Mas mesmo assim, peço que orem por ela.

Uma ‘amiga’ tão fiel e querida merece o melhor.

Mas infelizmente o melhor nem sempre é o que mais queremos…
Força Cleozinha… Amamos você.

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