Pelé na Seleção. Corinthians no Coração

A última vez que Pelé jogou na seleção foi em 1971. Eu tinha um ano de idade, portanto. Nunca o vi em campo com a camisa canarinho e eu A-DO-RO futebol.

Senta que lá vem história… 😛

Sempre gostei, mas até a partida de Senna, F1 era meu esporte favorito. Quando ele se foi, me vi órfã de esporte e decidi ‘me voltar’ pro futebol. Sou Corinthiana, meus amigos sabem. Não sou daquelas que sabe escalação, história completa do time, data dos jogos mais importantes, enfim, eu não estudei esses detalhes e não os guardo. Não todos. Mas eu sou Corinthiana, sim senhor. Já tentei ‘virar casaca’ (shame on me!), mas não consegui, tinha 12 anos de idade e fiquei revoltada com o time. Tentei torcer pro São Paulo, mas o jogo seguinte do Corinthians, lá estava eu torcendo. Ah sim, graças ao Timão, tenho um detalhe contraditório em minha vida: não sou cristã, mas também admiro São Jorge, oras pipocas, é o padroeiro do meu time! Estou em busca de uma estatueta legal dele matando o Dragão pra colocar no meu quarto. Se alguém vir alguma, não pode ser muito grande, mas não quero pequenininha também, precisa ter detalhes, por favor, avise. 🙂

Tem vezes que eu até esqueço que o Corinthians vai jogar. Nessas horas, a amizade com o Seu Lobo ajuda muito. 😀
E viver com Corinthianos ajuda também. A Sammy é Corinthiana e ajuda a lembrar dos jogos.

A paixão veio graças a meu primo. Meu grande parceiro de travessuras infantis. Acho que já contei isso aqui no blog, mas ele, influenciado pelo seu pai (meu tio), era Corinthiano. Como eu e ele gostavamos das mesmas coisas, eu decidi torcer para o Corinthians também. Meu pai não era muito fã de futebol, não naquela época. Ele acabou ‘assumindo’ seu lado Corinthiano bem depois, eu era casada com o Rodrigo. E influenciamos meu sobrinho Cello, para revolta de seu pai biológico, São Paulino inveterado.

Durante um tempo, o Cainho foi São Paulino por causa do pai. Até que acabou indo ao estádio com o meu cunhado, outro Corinthiano, para ver Corinthians e Palmeiras. Voltou Corinthiano, para desgosto do pai. 🙂

Mas voltando ao Pelé. Então. Eu sempre admirei o Pelé (não o Edson Arantes do Nascimento). O jogador foi um esportista exemplar, muito hábil no que fazia e dominava aquela ‘gorducha’ como ninguém. Não houve e não sei se haverá tão cedo alguém como ele.

Exatamente por ele não ter jogado na seleção depois de 71 é que muita ‘molecada’ não acha que o Pelé ‘é tudo isso’.

Claro, existiram e existem jogadores fenomenais na nossa geração. Mas o Pelé não era chamado de Rei à toa. Muita molecada resmunga que é endeusar alguém que ‘não merece’ o título, mas eu só posso lamentar, afinal, gosto não se discute, se lamenta. 🙂

Enfim, a Vivo juntamente com parceiros criou este filme onde ficticiamente, Pelé faz seu ÚLTIMO gol usando a camisa da Seleção. Que é algo que ele diz que se pudesse, mudaria em sua vida: fazer seu último gol usando a camisa da seleção.

Óbvio, vemos um pelé ‘gordinho’ e fisicamente fora de forma. Ele não conseguiria jogar toda uma partida contra uma seleção jovem. Mas e daí, é um filminho, oras. Deixa quem curte sonhar que o Pelé tá jogando na seleção e fez seu último gol… Contra a Argentina! 😛

Obrigada mais uma vez, Michel, pelo link.
http://copeiros.wordpress.com/2010/06/15/realizaram-o-sonho-do-pele/

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A Arte de Envelhecer

Envelhecer neste país, é uma arte. Não, não é porque é bonito, afinal nossa cultura não preza ou ensina isso.

Mas é preciso ser Mestre pra envelhecer com auto-estima e conseguir manter-se pra cima. Além de uma boa (e coloque BOA nisso) dose de boa vontade.

Eu sempre tive receio de envelhecer. Todos os parentes mais idosos que já partiram, tiveram problemas de saúde sérios no fim de suas vidas. Aliás, algumas terminaram decorrentes a esses problemas. Porém, todos tinham vida própria e até que a saúde os impediu viviam independentes. Viviam em suas casas, cuidavam de suas vidas.

Já faz um tempo que estou pra falar disso aqui. Pois vivenciei/observei cenas envolvendo pessoas idosas nos últimos meses que me fizeram refletir um bocado sobre ‘envelhecer’ e o ‘respeito ao idoso’ no Brasil.

Assentos reservados/Vagas para idosos

Eles existem nos metrôs, ônibus, meios de transporte coletivo. E também nos estacionamentos de supermercados, shoppings e estabelecimentos. Mas o que mais vemos é o DESrespeito a esse direito.

Não é raro entrar no metrô e ver pessoas mais novas sentadas nos bancos reservados. A placa diz que o ‘uso do assento é livre na ausência de pessoas nessas condições’. Mas é difícil aquele moleque que está displicentemente ouvindo seu iPobre ou qualquer coisa do tipo levantar quando chega algum idoso. O que ocorre é que outra pessoa, sentada num banco normal acaba cedendo lugar. Aliás, outro dia eram DOIS homens, um mais novo. NENHUM deles levantou, fingiram estar dormindo.

Meu espírito mais impetuoso me faz ficar imaginando como eu levantaria o tal sujeito pelas golas do moleton e pediria ‘gentilmente’ para que ele cedesse o lugar QUE É DE DIREITO ao idoso. Coisa que óbviamente não farei e não faria, não só pelo minha pequena estatura, mas também porque não ando lá bem pra ficar procurando problemas que não me pertencem. Olha minha cara de Clark Kent pra bancar o Escoteiro Azulão da justiça…

*(Se bem que se fosse Jedi seria mais fácil fazer o indivíduo se levantar dali… Me renderia algum belo sermão de um Mestre e algumas horas a mais de meditação e estudo para pensar no que fiz, mas valeria a pena…)*

No caso supracitado, eu me revoltei e chamei em voz alta a senhora idosa parada NA FRENTE dos dois sujeitos para sentar no meu lugar. A senhorinha veio caminhando devagar, auxiliada por outros passageiros e sentou agradecendo. Aquilo gerou certa revolta nos passageiros no entorno, mas ninguém faz nada. Puxar briga é algo complexo e não culpo ninguém por isso. Eu achei que algum deles se tocaria quando chamei a senhorinha, mas olharam pra mim e voltaram a ‘dormir’.

Quanto a mim, fiquei na minha satisfeita por ter cumprido minha parte.
A criação japonesa ensina e é bastante rígida sobre o respeito aos mais velhos. Uma pessoa mais velha ela tem mais experiência de vida que você e vivenciou mais coisas. Não que ela estará totalmente correta sobre tudo, mas já viveu bem mais e merece ser respeitada por isso. Existem coisas que ela pode lhe dizer que podem ser úteis. Outras não serão, mas conhecimento nunca é demais, não é mesmo?

Isso significa que você precisa dar trela praquela tia chata pra cacete?

Fica a seu critério. Ter bom senso é SEMPRE a melhor pedida em qualquer caso na vida.
E ter respeito não significa ADULAR, BAJULAR, PUXAR O SACO.

Além da criação, minha religião fala muito sobre o respeito aos ancestrais, aqueles que nos deram vida e sem os quais, não estaríamos aqui, não seríamos quem somos. Não só pela educação e carinho dedicados a nós durante nossas vidas, mas também toda carga genética que herdamos deles.

Ah sim, a história da senhorinha não acaba aí. Teoricamente acabaria. Se não fosse pelo fato de que 3 estações depois, um homem levantou para descer e uma senhora (mais nova que a senhorinha para quem cedi o lugar) me chamou ‘também’ em voz alta e me disse para sentar ali. Eu gentilmente recusei dizendo que ela poderia sentar. Mas ela insistiu e ainda enfatizou que eu ‘merecia’ o lugar pela minha educação e gentileza para com a senhorinha. Agradeci sem jeito e sob os olhares de todos os passageiros ‘nos arredores’, sentei-me. A senhora balançou a cabeça afirmativamente, como se aprovasse e sorriu satisfeita. E eu pensando o quanto ceder uma vaga ‘causou’ naquela pequena viagem de metrô. Tudo por falta de respeito.

Depois desse episódio, não sei precisar quanto tempo depois, vivenciei outro. Mas este mexeu muito comigo.

‘É ruim ficar velha….’

Saí correndo de casa para ir ao médico e quando cheguei no metrô, mais precisamente na plataforma, me dei conta de que havia saído mais cedo do que precisava. Ou seja, chegaria mais cedo no consultório e tomaria chá de cadeira, por ter me antecipado. Bom, paciência. A viagem foi tranquila, o metrô estava mais vazio.

Desci na estação de destino e ao sair na rua, olhei o relógio de novo. Decidi ir ao banco fazer um pagamento o qual havia me programado para fazer depois do médico.

Parada na calçada, aguardando o sinal abrir, vi uma senhora pequena, com aparência bem idosa a julgar pelos cabelos brancos e o quão curvada andava. Ela tinha um carrinho de feira.

O semáforo de pedestres ficou verde e eu caminhei atravessando. Quando cheguei na outra calçada, olhei para trás e a senhora não havia saído do lugar. Olhei ao redor. As pessoas cruzavam e passavam por ela, ignorando-a. Um rapaz olhava para ela hesitante, parecia não saber se ajudava ou não. Fervi de novo.

Voltei e perguntei se ela queria ajuda. Pensei que o carrinho estivesse pesado. Ela agradeceu e me deu o braço. Caminhava MUITO devagar. MUITO. E explicou que estava com problemas nas pernas, agravados pelo frio intenso daqueles dias. Não me preocupei NEM se o semáforo ficasse verde. Os carros iam esperar, MESMO.

No tempo dela, fomos cruzando a rua. Não olhei ao redor, estava preocupada em auxiliar aquela senhora para que ela não tropeçasse. Subimos na calçada, ajudei a subir o carrinho. Ela o empurrava na frente (ao contrário do que normalmente fazemos, que é puxando atrás de nós) porque precisava dele para se apoiar. Isso me comoveu. Fomos caminhando e ela me perguntou onde eu ia. Eu disse que ia até o banco. Ela disse que seguiria em frente e que aceitava minha companhia até o banco então.

Durante todo o trajeto, ela repetiu várias vezes ‘como é ruim’ envelhecer. Reclamou de suas dores, do frio e de tudo mais. Porém, também contou rápidas passagens de sua vida como corretora de seguros. Percebi também o quanto as calçadas são inadequadas para pessoas com dificuldades de locomoção. Pior que isso, era a cara feia das pessoas pela lentidão da nossa caminhada. Passavam e olhavam feio. Olhares os quais ignorei MESMO, não aceito isso. Eu estava com uma senhora com dificuldade de locomoção, usando um carrinho de feira para se apoiar, ora essa! Quem tem pressa, que desvie.

Chegando perto do banco, ela contou seu destino: pelo menos uns 10 quarteirões ainda mais para frente.
Agora imaginem vocês que o pequeno trajeto da calçada até o banco eu faço em cerca de 5 minutos ou menos. Levamos cerca de 15 minutos.

Em frente ao banco, nos despedimos. Ela agradeceu imensamente pela minha ajuda, desejou-me bençãos e felicidade. Eu lhe beijei a fronte e desejei o mesmo. Entrei no banco, olhando ela seguir seu caminho, no seu passinho lento apoiada pelo carrinho de feira.

Não fiz o pagamento, o tempo livre que eu tinha foi gasto no trajeto com ela. Mas fiquei sem jeito de dizer isso e por isso, entrei no banco esperando ela se afastar um pouco e saí apressada indo para o médico, quase cheguei atrasada. As palavras daquela senhora ficaram na minha cabeça boa parte do restante do dia: “É ruim ficar velha…”

PÔ! Cresci aprendendo que os mais velhos devem ser respeitados, que ser mais velho faz de você alguém mais experiente e com ‘algo’ para contar e passar aos seus. Ouvir uma pessoa dizendo que é ruim algo que eu entendo como digno de respeito é duro. Não deveria ser assim. E os olhares feios e o desprezo das pessoas só confirmam o porque alguns idosos pensam como esta senhora. Envelhecer neste país é complicado.

‘Sou menor de idade…’

Olha eu e os assentos reservados no metrô de novo.

Mas desta vez, era daqueles trens mais antigos que ‘nem assento’ diferente tem. Aí é pior, as pessoas FINGEM descaradamente que não sabem que precisam ceder lugar para idosos, grávidas e pessoas com crianças de colo.
Até que o número de pessoas sentadas era mais de idosos mesmo e quando entrei, havia assentos vazios. Sentei.

Não me lembro em que estação, um casal idoso entrou. E pareciam ‘não muito’ acostumados a andar de metrô. Prontamente me levantei e apoiando a senhora, ofereci o banco. Ela sorriu e aceitou. A moça ao meu lado levantou também, oferecendo ao marido. E então veio a surpresa. “Não, moça. Sou menor de idade! Preciso crescer, pode ficar sentada…”
Isso arrancou risadas dos passageiros no entorno. A moça também riu, porém insistiu muito. O senhor repetia brincando que era muito jovem e não precisava, tinha 84 (!!!) anos e precisava crescer mais. Depois de muita insistência, ele aceitou. Sentou e olhou para mim e para a moça: “Vocês brilham, meninas… Que maravilha!”.
Fez ainda mais outras duas piadas, as quais não me lembro, porém lembro de ter rido muito feliz e ouvir as risadas dos passageiros próximos. Aquele senhor emanava jovialidade e alegria, contagiando a todos que estavam ali perto dele.

Fiquei emocionada com o jeito dele. Sempre que vejo um idoso assim, tão animado e de bem com a vida, peço aos Deuses que me guiem para que eu siga um caminho assim. Não quero envelhecer chata, ranzinza, reclamando dos problemas de saúde (que todos temos quando vamos envelhecendo) e dando dor de cabeça para os outros.

Que eu possa envelhecer com sabedoria e aprender a Arte de Envelhecer!

Pipoca no Micro Ondas

Pois é.

Eu que achava que depois do nosso amigo “quem-conhece-sabe-quem-é” ter estourado 1 saco de milho para pipoca numa panela sem tampá-la não veria nada de novo em termos de coisas bizarras envolvendo milho para pipoca, me surpreendi hoje.

Mas tenho minha parcela de ‘culpa’ nesta, não posso me eximir da mesma.

Mizinho resolveu que queria pipoca. Depois de mergulhar no armário de mantimentos, não encontrei pipoca para micro ondas. Encontrei milho para pipoca. “Ah, isso serve!”, ele respondeu todo feliz pegando o pacotinho.

Enquanto eu terminava de arrumar a bagunça causada pela minha exploração ao armário dos mantimentos (e não duvido que qualquer hora eu acabe em Nárnia entrando ali!), Mizinho fuçava o armário de ‘potes plásticos’. Queria um pote para estourar o milho no micro ondas. Depois de fuçar, pegou um pote de sorvete genérico vazio.

“Ah, ah! Isso aí vai virar meleca dentro do micro-ondas. Não serve… Pegue outro pote, qualquer um desses transparentes é adequado pra micro-ondas. “, eu respondi.

Ele fuçou mais um pouco e puxou um pote roxinho. Ou rosado, como preferirem. “Está escrito em algum lugar aqui que não pode ir no micro-ondas?”, ele perguntou analisando o pote.

Como meu veredito foi solicitado, peguei o referido e analisei contra a luz, vasculhei por qualquer texto nele. Nem a marca ou fábrica existiam nele. “Olha, não tem nada escrito não. Mas se não servir, logo vamos saber.”

Milho depositado no pote, pote no micro-ondas com a tampa levemente solta.

Divertidissimo ver o milho estourando dentro do pote. Poxa, que legal, funciona!

Voltei para o computador pra continuar trabalhando, ele disse que iria fazer experiência com manteiga. Bom, se funcionou sem ela, porque não funcionaria com?

Pois bem. Ficou saborosa, com o famoso molho de pimenta… Nham!

Milton colocou tudo na pia e saiu para trabalhar.

Fui lavar a louça e…

O pote não é adequado… Não para a manteiga derretida.

Lá vai mais um pote para o reciclado. Eu devia ter suspeitado quando não deu pra ler nem a ‘fábrica’ do pobre pote. Ele deve ser tão antigo que não é ‘do tempo’ em que seus equivalentes podem ir ao micro-ondas.

Tomara que ele sirva para algo bem útil quando reciclado…

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