Respeito ao próximo

O egoísmo é algo realmente mesquinho. E é tão inerente no dia a dia da gente que fazemos sem perceber.
Uma coisa é pensar em você mesmo, para poder depois retribuir ao universo o que você recuperou.
Outra coisa é pensar em si mesmo simplesmente porque o restante não faz diferença.
Na semana passada, vi uns pequenos exemplos do egoísmo das pessoas, por causa de comodismo.
Devido a um trabalho externo, preciso pegar metrô na linha laranja em horário de rush. Todos sabem como ali fica lotado e é bastante complexo entrar ou sair do trem.
O metrô instituiu o Embarque Preferencial. O que é isso?
Das 7 às 9 da manhã e das 16 às 19h da tarde, as duas primeiras portas do primeiro vagão são reservadas para Idosos, gestantes, obesos, pessoas com deficiências. O acesso na plataforma é fechado através daquelas faixas pretas elásticas e ali ficam um funcionário e um voluntário, para permitir a passagem somente das pessoas nas condições mencionadas anteriormente.
Quando vi isso, pensei: “Puxa, que legal! As pessoas de idade principalmente têm dificuldade em embarcar nesses horários mais tumultuados, as pessoas não respeitam mesmo…”
Enquanto aguardava na longa fila que se forma na plataforma, vi algumas pessoas tentarem entrar naquela parte. E ao serem informadas de que era apenas embarque preferencial, as mesmas ficavam zangadas e irritadas. Comecei a observar diariamente e vi que era constante isso. Em um dos dias ouvi uma pessoa comentar com outra: “Que absurdo! Não têm mais o que inventar agora…”
Tudo isso, porque obviamente, a região reservada fica mais “vazia”, permitindo o embarque das pessoas com condições diferenciadas.
É muito fácil xingar por não poder entrar no vagão mais vazio. Quando a pessoa deveria agradecer por não precisar dessa condição, por ser saudável e poder enfrentar a correria e lotação do dia a dia. Não é fácil, nem gostoso. Mas é a realidade do transporte público, ainda que o nosso metrô dá de 1.000 a zero em muitos metrôs de primeiro mundo. Falta total de consciência. A comodidade sobrepõe o bom senso. Isso me deixa inconformada às vezes.
Em compensação, vi aumentar o número de pessoas que cede lugar a idosos e gestantes quando os assentos preferenciais já estão ocupados por pessoas nessas condições. Embora ainda tenha aqueles que ignorem sumariamente e fiquem lá sentadinhos, como se não fosse com eles.
Hoje dei passagem a uma senhora de idade, na hora de entrar no trem. Ouvi uma voz atrás de mim: “É, a gente vai conseguir entrar se não ficarem embaçando aí na frente…”.
Hohoho, ignorância xucra. Mania idiota de querer levar vantagem em tudo. E se tiver que passar por cima do próximo, por que não, né? Lamentável.

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