A correria da semana passada…

Esta semana foi bastante atípica. Intensa, cheia de emoções e correria. Dormindo pouco, somente a adrenalina pode fazer com que uma pessoa continue de pé com tão poucas horas de sono.

Madrugada de 02-03/03
De Domingo pra Segunda, trabalhei a noite toda e fui deitar umas 5.
Tinha meio que deixado pra última hora um trabalho e embolou o meio de campo. Odeio fazer isto, mas de vez enquando, acabo me atrapalhando. Trabalhar em casa exige muita disciplina e ela falhou…

03/03 – Segunda
Lá pelas 10, o telefone me tirou da cama. Não consegui voltar a dormir, trabalhei mais um pouco até que começou o turbilhão… Uma pauta pra o Amaury Jr. no parque ibirapuera. Lá fui eu… Sem dormir direito, mas num pique assustador, chegamos lá. Enquanto desciamos do carro, uma cliente me ligou… Ela recebera um par de convites para o cocktail da noite seguinte e não poderia ir então, me ofereceu os convites. Eu quase desmaiei na hora… Inacreditável!!!!! Eu poderia estar no cocktail de abertura que antes, era apenas uma notícia pra mim. Passei meu nome e o de outra pessoa pra ela e pronto. Uma sensação de alegria me envolveu de uma maneira muito forte, fiquei eufórica!

Como não havia ninguém da Rede TV! ainda no local ou pelo menos, assim parecia, a Fabiola foi procurar a assessoria da Admiravel e me pediu pra acompanhá-la. E então, entramos no galpão. Logo na entrada, encontramos o Daniel, um dos donos que disse que a Cibele estava ali dentro. Ele apontou, e lá estava ela. Entramos onde hoje está a starfighter. Mas estava uma correria danada, rapaz… Tudo num pique só. Teria que estar pronto para a Terça de noite, cocktail de abertura. “A gente tem a impressão que não vai dar tempo, mas sabe que vai, pq o cocktail é amanhã, né?”, eu disse pra Fabiola. Ela concordou. No fundo do coração a gente sabia que ficaria pronto. Racionalmente, vendo tudo como estava, não dava pra acreditar muito nisso.
Depois de conversarmos, a moça da assessoria falou: “Entrem, dêem uma olhada…”. Eu e a Fabi ficamos com cara de susto. “A gente pode mesmo?”, eu perguntei. O Comissoli sorriu. “Claro. Só tomem cuidado, porque está tudo “em obras”.”
Pedi pra Fabi segurar minha mão e fomos andando. O coração batia descompassado, parecia que estava entrando num lugar totalmente novo, desconhecido mas totalmente aguardado. Não reconhecemos muitas das coisas. Mas também não nos demoramos. Muita gente trabalhando, achamos melhor sair pra não atrapalhar.

A Starfighter ainda estava desmontada. Coberta com um pano, algo assim, na entrada principal. A parede, onde hoje está passando o letreiro, estava branca ainda. Os figurinos da Amidala, o C3PO, o Vader, a unidade R2 da Starfighter ainda estavam ali na entrada principal, em frente à linha do tempo. As gravuras, todas cobertas com papel de seda. A sala do Senado, desmontada. A parte escura com luzes azul era a única pronta.

Saímos, eu troquei de roupa, voltamos e então, uma equipe da Bandeirantes apareceu. Me viram fantasiada, vieram perguntar se podia falar um pouco da exposição. É a matéria que passou no Hoje em dia, uma das melhores, na minha opinião. A Repórter foi muito certeira nas perguntas, o que me permitiu falar sobre o âmago de Star Wars: mitologia. Os olhos dela brilharam quando falei da mitologia e ela pediu pra falar mais. E terminou me perguntando qual o paralelo pra vida real… (que foi o que apareceu na matéria).
Depois veio o Amaury Jr. Houve uns contratempos, pois a produção do programa pediu emprestado o R2-D2 do CJSP pra filmar com a apresentadora e no meio da “invasão” dos troopers pra captura-la, o robô foi chutado e pisoteado pelos troopers. Os troopers não enxergam com o capacete e de noite, devia estar pior ainda. Todos os presentes sabiam que a “culpa” não era deles. Mas doeu no meu coração olhar o corpo do robô deitado, suas pernas espalhadas uma pra cada lado. Tive a impressão que ele tinha morrido. A produção foi um pouco arrogante com o Chewie, depois que ele montou o robô. “Ah, tá funcionando, não tá? Então não tem problema…”, a apresentadora disse empinando o nariz e virando as costas pro Chewie. Pra ele, a gravação acabou ali, foi muita falta de respeito. Não tem problema ‘my ass‘!!!!!! Caraca, custa caro e foi presente da HASBRO para o CJSP, a Hasbro de lá de fora mandou!!!! Tem um valor muito grande. Como as pessoas podem ser tão insensíveis com a coisa dos outros?

Foi muito chato, isso me deixou tão triste.
Pra distrair, peguei o LuxEon da Fabiola e comecei a brincar com o Hermes, que estava com o do Fabricio. O Hermes começou a me ensinar uns movimentos, posicionamento do corpo e dos pés. E começamos a bater os sabres, ele sempre me orientando. De repente, uma luz forte se acendeu e lá veio a produção: “Oh, vcs podem continuar assim lutando, para que a apresentadora interrompa a aula de vcs e faça perguntas?”
Nos olhamos… Concordamos. Mas eu não sabia “lutar” nada. “Vem na minha direção e eu me defendo, ficará tudo certo…”, o Hermes me disse. E saiu bem mesmo, pelo que disseram.

Então, fora o incidente com o R2, o resto deu tudo certo.
A Fabi então falou da pauta pra rede bandeirantes no dia seguinte, ali no parque. Logo às 9. Pelo horário, ia ser um auê chegarmos todos ali no dia seguinte. Decidi passar em casa e pegar uma muda de roupa e dormir na Fabi. Outros decidiram o mesmo.
Claro que, como toda vez que amigos dormem juntos num cômodo, o sono só vem depois de um bom papo. A última coisa que me lembro de ter ouvido foi o Jimmy murmurar um boa-noite e a Milena resmungar no travesseiro a resposta. Depois disso… Só o despertador

04/03 – Terça
Pra levantar cedo foi dureza. Eu acordei com o despertador e olhei a sala… O pessoal “capotado”. Acordei os demais, tomamos café “meio correndo” e lá fomos nós de novo pro Ibira. Desta vez, não poderíamos entrar, pois aconteceria a coletiva de imprensa, para o qual o CJSP não foi convidado. O Jimmy vestiu a roupa do Anakin, que ficou bem nele e eu vesti o Luke de novo. Pellagos deu a entrevista e enquanto ele falava, o Jimmy me ensinou mais uns movimentos com o sabre e tals. Senti que era tarde demais, eu teria que aprender MESMO a praticar aquilo… Ele também me explicou a posição dos sabres de cada Jedi, como por exemplo, o Luke fica com o sabre do lado entre outros detalhes muito legais. Ai, ai, ai… Eu tenho que aprender isso!
Enrolamos um bocado ali ainda esperando a produção se decidir se iriam fazer mais uma tomada ou não e fomos embora pra casa da Fabi. Dali, cada um foi pra sua casa. Adiantei algumas coisas e pensei em tirar um cochilo. Mas havia tanta coisa pra fazer que não dormi. Peguei minha roupa, tomei um banho e voltei pra casa da Fabi pra irmos pro Cocktail.
A ansiedade estava a milhão, cara. Não tinha dormido de Domingo pra Segunda, de Segunda pra Terça, 3 horas. E estava ali. Pronta pra ver a exposição toda montada…
Entrar ali foi estranho. Não consegui me emocionar. Fiquei meio boba, mas ao mesmo tempo, não sei explicar, não tinha certeza do que estava havendo. E Anthony Daniels estava lá. O Fabricio entregou a camiseta do CJMG pra ele, ele tirou foto conosco. Muito cavalheiro e gentil como sempre. Daí, saímos circulando e essa parte, já contei lá no tópico da expo. Ele me reconheceu e foi maravilhoso. Valeu muito.
Depois, a lojinha… Aaai meu bolso. Tive que pegar uns itens essenciais ali… E saímos tarde “oooutra vez”. Mais uma noite curta, já que o dia seguinte era o dia da abertura da exposição e um grupo do CJSP estaria lá para tanto.

05/03 – Quarta
Abertura da Expo. Correria. Perdemos a hora, CLARO, mesmo com o despertador. Mas lá fomos nós. Isso também já relatei no tópico da expo, que foi divertidíssimo. Foi um dia muito agradável. O cansaço dava mostras já, pois eu estava acabada. Esperei o dia todo ali, pq um jornal quis fazer uma matéria com a mãe da Fabiola, por ela ter feito as roupas dos monitores e tudo mais. O cara atrasou, os monitores foram embora. Então, eu e o Rodrigo, mais dois garotos pra quem ela fez a roupa, aparecemos ao lado dela na matéria. Smile
Ela ficou tão emocionada em ver os monitores e a gente… Ali na expo, com todos os itens. E eu fiquei muito feliz por ter a roupa do Luke, abracei ela bem apertado e agradeci muito, muito por ela realizar meu sonho. Ela não tinha palavras. E merecia estar emocionada, trabalhou um duro danado para aquilo ali. Ângela, obrigada!
A noite terminou numa pizzaria, com o pessoal do CJRS e do CJDF que estavam aí pra Expo. Voltei pra casa… finalmente. Very Happy

06/03 – Quinta
Não havia nada marcado. Inacreditável…
Anthony Daniels confirmado na Livraria Cultura do Market Place na Sexta de noite. 100 senhas apenas.
Passei boa parte do dia dormindo, pra tentar repor um pouco do sono. Mas, como todos sabem, não é bem assim.

07/03 – Sexta
Caí da cama. Mas foi bom, pude trabalhar e entregar tudo o que tinha pra fazer no prazo e ainda, cumprir uma pauta repentina pra TV cultura, lá no Ibirapuera de novo. Dali, pro Market Place. E o restante está descrito no tópico da Expo. Noite memorável e inesquecível.

08/03 – Sábado
Dia de ir na Expo, pra encontrar quem não foi na Quarta. Em especial, meu amigo Quinlan e a querida Gil. Fomos logo cedo, pra poder ver melhor os itens. Houve problema com a compra feita pela Internet. Não achavam a confirmação do pagamento e a Samara já ia rodar a baiana quando o cara falou que podíamos entrar aquela hora e eles iriam procurar o que fazer. Entramos então.
A Gil e a Samara foram passeando de um lado e eu e o Quiny do outro, surtando com as peças e gravuras. Alguns monitores vieram me cumprimentar, enfim, é engraçado quando as pessoas da exposição já “conhecem” vc de tanto que vc apareceu por lá. Rolling Eyes
Eu confesso que curti DE VERDADE neste dia. Ao lado do Quinlan, fomos discutindo os detalhes, a emoção de cada peça, foi diferente dos outros dias.
Um pequeno stress na saída me deixou irritada. A lojinha estava lotada, o sistema do Mastercard havia caído e muita gente esperando minutos na fila. Um homem ficou nervoso e começou a bradar que iria recomendar pras pessoas NÃO VIREM à exposição por causa da má organização da loja. Ai, car***. Estourei. Comecei a bater boca com o indivíduo. Entendi a ira dele, mais de uma hora, com uma criança de 5 anos, não é brincadeira. Mas desmerecer 200 itens originais do filme por causa da loja era demais. Claro que obtive o apoio do Quinlan (outro estourado) e a Gil, já na sua vez fazendo o pagamento, fingindo que nem conhecia a gente. *rs*
Entrei de novo e procurei a assessoria, contei o ocorrido e me informaram que iriam solucionar o problema da lojinha. Não sei como, mas aí, já não era mais meu problema. Minha preocupação era que muita gente falaria mal da exposição por causa da lojinha e não era justo.

No fim, saímos pra almoçar nós quatro, passeamos um pouco no Shopping e eu dormi a tarde toda, acabada. Ainda estou cansada. Mas acho que a semana que vem deve ser normal…

fim da transmissão

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