Envelheço na cidade….

Meus pais se casaram em 26 de julho de 1969. Os amigos de meu pai lhe deram de presente de casamento várias caixas de camisinha. O que ele não sabia é que eles haviam furado as caixas com agulhas bem finas. Então, em algum momento em Fevereiro de 1970 (carnaval, talvez? *rs*), meu pai decidiu usar as camisinhas. (acho essa parte divertidíssima!)

“Chutou, bateu é gol (gol, gol, gol, gol, gol) GOOOOOOOOOOOOOOOL do Brasílio!!!!) foi de prima, precisão totaaaaaal!!!”

Então, cerca de 37 anos atrás, no dia 06 de agosto, a bolsa da minha mãe estourou e meu pai a levou para a maternidade do SESC (que não existe mais) para que ela pudesse dar a luz ao primeiro bebê do casal. Mas… Não foi tão simples assim.
Minha mãe não engodara muito. Ou melhor, praticamente nada. Tanto que para ir ao hospital vestiu um de seus taileurs.
Na maternidade, por sua vez, não acreditavam que ela estava grávida e não queriam aceitá-la. Alegavam que era trote de faculdade. O médico da família, pediatra e obstetra foi chamado e mesmo com ele ali, atestando a gravidez de minha mãe, ele e meu pai foram obrigados a assinarem um termo de responsabilidade para que minha mãe pudesse dar entrada.
Feito isso, lá foi ela. Não sei direito sobre contrações (essa parte da história, não me contaram).
Mas sei que isso foi durante o dia do dia 06. A bolsa dela estourou e lá foi ela pra maternidade.
Quando digo que minha mãe é uma mulher entanto, eu falo de boca cheia mesmo. Pois até pra dar a luz a mim, ela foi muito, mas muito forte.
A bolsa estourou dia 06, durante o dia. Eu fui nascer apenas na manhã do dia 7. Ela teve um parto normal seco.
Nunca tive filhos. Mas por todos os comentários que já ouvi e documentários que vi, as dores são horríveis. Não consigo nem conceber o quanto ela sofreu. E foi por mim.
Os médicos achavam que nem eu, nem ela sobreviveríamos. Queriam me “sacrificar” pra salvar minha mãe. Meu pediatra intercedeu furioso e novo termo de responsabilidade foi assinado e o parto foi feito desse modo.
Dia 07 de agosto de 1970, às 9:15 da manhã o médico disse: ‘É uma menina’. E eu levei o tradicional tapinha no bumbum. Dizem que abri o berreiro.
Mesmo assim, os médicos estavam totalmente descrentes a meu respeito.
Naquela época era muito comum nascerem bebês prematuros de 8 meses. Mas não de 7 meses (que foi o meu caso). É, pois é. Ansiosa desde o ventre materno.🙂
Fiquei na encubadeira uns dias. O médico disse pros meus pais que eu não iria sobreviver.
Eles sofreram muito nessa expectativa toda. Mas, contrariando ao médico (que nem sei o nome e gostaria muito de encontrar hoje em dia pra bater nos ombros dele e dizer que ele errou! :P), eu fui pra casa, saudável, mas pequena.
Segundo minha mãe, eu cabia numa caixa de sapato do meu pai (que calçava 43).
Logo no começo, os pais de primeira viagem me perderam dentro do moisés (pra quem não sabe, moisés é aquela cesta onde se colocam bebês, bem, nem sei se fazem mais isso hoje em dia).
Me deixaram dormindo no meu lindo moisés e durante meu soninho, rolei para o lado e a cesta inclinou-se (pois seu fundo era arredondado, pra balançar e ninar o bebê) e rolei para baixo da cama. Como já era boa de cama desde aquela época, continuei dormindo onde estava.
Eis que, desperto no meio de uma escuridão total, sem saber onde estou, longe de minha mãe. Fiz o que sabia fazer naqueles dias: chorar.
Meus pais foram correndo me acudir no quarto e ao verem o moisés vazio, quase “infartaram”.
Me procuraram por toda parte, ouviam meu choro, mas não sabia de onde vinha. Até que, olharam embaixo da cama e lá estava eu.
(Será que fiz de propósito, desde pequena, aprontando? :P)
Outro quase ‘infarte’ que causei em minha mãe, eu tinha uns 3 anos de idade. Em minhas mãos, uma tesoura daquelas de costura bem antiga, em U. Na minha frente, dois furinhos onde a tesoura encaixava perfeitamente. Ora essa, o que mais eu podia fazer a não ser inserir o objeto nos furinhos? E daí que era uma tomada, eu não sabia o que era uma tomada…
Acho que foi a primeira vez que meu anjo da guarda intercedeu. *rs*
O cabo da tesoura era de borracha grossa. De modo que eu não levei choque algum. Causei uma pequena explosão (pequena mesmo), que fez uma faísca enorme subir pela parede e marcá-la de preto. Minha mãe, “quase morreu”, segundo dizem. Eu? Ah, bati palminhas, oras. O que mais uma criança de 3 anos vai fazer diante de uma faísca?🙂
Bom.🙂
Feliz aniversário pra mim, atualizando para versão 3.7 agora, mais experiência por metro quadrado de mulher, com um tico e um teco separados por um mata-burro… *rs*

Pra vcs dizerem que já me viram nua pelo menos uma vez na vida, segue uma foto minha na banheira… A foto também poderá ser vista no Fotolog: http://www.fotolog.com.br/kemeniel

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