Be mine, be my baby…..

Ora essa. 🙂
Não é que temos um Baby Boom nos arredores…
A baby bomb foi detonada e tenho 4 futuras mamães no meu círculo de amizades.
A Sandrinha, que já está no 5º mês;
A Teca, que está no 4º mês e alguns dias;
A Agnes, que descobriu esta semana…

E… Surpresa para alguns: Samara.

Minha querida Anam cara (irmã de alma) agora carrega dentro de si, uma vidinha. São 8 semanas.

Já estava pra contar isso faz tempo. Pois pra mim é um motivo de muita alegria.
Minha irmãzinha sempre quis ser mamãe. E agora sua oportunidade veio.
Alguém escolheu vir através dela para este mundo.

Que possamos aprender com ele(a) e vice-versa.

Eu estou emocionadíssima. Mais babona impossível.
Tanto quanto babei com meus sobrinhos de sangue, agora vou babar neste sobrinho de alma.

Como diz o Milton, estamos todos grávidos agora. *rs*

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“Doutor, eu não me engano…

… Meu coração é Corinthiano”

Aaaaaaaaaaaaaah que punhalada amaldiçoada no meu coraçãozinho “Fiel”.

Corrupção no futebol sempre existiu. Se existe no país, como é que não haveria de existir no futebol?

Mas o que os olhos não viam, o coração “Fiel” não sentia.
Enquanto só me preocupava com as vitórias e derrotas do meu time, fingia não ver ou acho que, até mesmo ignorava tanta falcatrua e ladroagem ali dentro do clube.

Acho que fui é burra mesmo. Anyway, não adianta lamentar.
Agora é aguentar a risada e a tiração de sarro dos outros torcedores que insistem em “chutar cachorro morto”.

A torcida pressiona a diretoria. O infame presidente Dualib (e sei lá eu quantos ladrões) se afasta. Se afastar? Cai fora, panaca! Se liga, vai dar um rolê, vai ver se o Maradona tá na esquina! Circulando, circulando! A fila anda e você tá empatando tudo! Aliás, se empatasse, ainda vá lá, pelo menos ia levando um pontinho e o time conseguia algo.

Quanta ironia… Nunca fiquei tão triste na minha vida com o futebol. Na verdade, meu desânimo pode ser comparado ao pênalti perdido pelo Zico… Em sei lá que Copa.
É, eu adoro futebol, mas não decoro nada de datas e afins. Mal e mal sei a escalação atual do Corinthians, vcs não tem noção como é ruim ouvir pelo rádio quando não se sabe a escalação! (é um dos meus momentos “Dori”).

Sei que muitos não entendem essa paixão avassaladora que toma conta de torcedores, como eu, por exemplo. Eu juro que já tentei explicar. Mas tem sentimentos que não dá. Ver um morumbi lotado cantando o hino do Corinthians, não tem como. A bandeira gigantesca deslizando rápida e cobrindo a arquibancada, para ser, em seguida, rapidamente recolhida, é algo que vou guardar em minha memória pra sempre, juntamente com os gritos da torcida, as palmas e gritos saudando os jogadores conforme o locutor do estádio vai lendo a escalação…

O Pacaembu, nem se fala. O Corínthians jogou e joga tanto lá (porque não temos estádio, prometido há não sei quantos anos, por esse mesmo senhor filho da puta que deve ter embolsado o dinheiro que deveria ser usado pra construí-lo), que o Pacaembu é meio que considerado ‘da Fiel’. Claro, o Estádio não é do Corínthians, mas quando o mando do jogo é nosso, normalmente é lá, se não for clássico. Clássico, tem que ser no Morumbi, senão não cabe. *rs*

Há muito tempo não vou ao estádio. Incompatibilidade da minha agenda com os jogos ou outros compromissos. Mas se existe algo que é tão intenso quanto um show, é ir a um jogo do meu time… Ou do time que a pessoa ama. É especial e único, momento singular e experiência pessoal intransferível. Pode ser apenas relatada, transformada em palavras para contar aos descendentes.

Meus sobrinhos já foram ao estádio. A estréia do Caio, foi num Corínthians x time do outro parque (conhecido como Antártica), no Morumbi. E o Marcelinho, acho que foi Corinthians x Criciuma, no Pacaembu. Ambos lembram-se com muita alegria desses dias.

Dizem que se cunhado fosse bom, não começava com “cu”. Mas o meu é Corinthiano (o que já o coloca em vantagem com meu ex-cunhado, São Paulino) e leva os meninos ao estádio. Faz minha irmã feliz, minha mãe o adora… Bom, quem sou eu pra criticar? Adriano, meu filho, vai que é tua… a irmã, a família… Coração Corinthiano é grande, não é mesmo? 🙂

Olha eu prolixando de novo. Comecei falando de uma coisa e terminei em outra.
*Momento Dori*
Porque eu comecei falando disso? AAAAAAAAAAH sim. Pelo pequeno bannerzinho no topo da página. Existe todo um movimento criado pela torcida, que envolve torcedores e sócios do clube.

Meu time? Tá lá. Sabe-se lá o que vai ser dele. Com o afastamento do meliante, não se sabe o destino do clube e tampouco, o time. Ficamos aqui, na expectativa.

E só penso na marchinha de carnaval… “Doutor, eu não me engano…”

O sangue que move o corpo….

Música do a-ha, aliás, pela qual sou apaixonada… The blood that moves de body é um hit entanto e o vídeo, mostrando os membros da banda no final de 89/começo de 90, nos auge dos seus 26/27 aninhos… Pedaços de mau caminho, com olhos azuis e verdes que enfeitiçavam qualquer uma naqueles tempos, caminhando pelas ruas inglesas, se não me engano, com suas jaquetas de couro e mãos displicentes nos bolsos. Oh, meus sais…. *rs*
Coisa saudosista não é mesmo? Mas era bom, oras. Eu vivi e adoro relembrar. Além disso, a banda não morreu mesmo, embora muitos até acreditem nisso. Mas isso é assunto pra outra hora.

Este final de semana acredito ter experimentado pela primeira vez em minha vida, a famosa sensação conhecida como “Barato”. Aquela coisa que causa algumas alucinações ou sensações diferentes quando ingerimos determinadas bebidas, alucinógenos ou qualquer coisa que cause no indivíduo a tal sensação.

Não, não enlouqueci, tampouco usei drogas. Se não o fiz na minha adolescência, não será agora, chegando aos 40 que vou experimentar “o lance”. Ah sim, claro, nenhum preconceito se alguém ainda usa. Por favor, “cada qual com suas preferanças”, como diz meu irmãozinho Nando.

Peguei um trabalho a ser executado no final de semana, com prazo para Domingo, final do dia.
Vamos deixar claro aos leigos no mercado freelancer de tradução que, “final do dia”, por vezes, significa: “Qualquer horário até o amanhecer do dia seguinte do prazo estipulado”. Neste caso, até as 4h da manhã da madrugada de Domingo para Segunda-feira.

Estava tudo dentro do planejado. Quantidade de palavras adequada com a minha produção, prazo perfeito. O que poderia dar errado?

Mas é claro que algo poderia dar errado, oras pipocas.
Já disse o “tio” Murphy. “Se algo tiver que dar errado, VAI dar errado.”

Decidi tentar “ajeitar” uma forma de apressar o trabalho, para acabar antes e descansar no final de semana.

Mania intrínseca brasileira, eu acho. Está aqui, dentro do nosso sangue talvez? De onde diabos veio essa “Lei de Gerson”, que neste caso, era em meu próprio benefício?

Tentei umas gambiarras com o programa gerenciador de memória, para ganhar quantidade de palavras e poder acelerar meu trabalho. Não parece perfeitinho? Acho que se eu tivesse refletido um pouco sobre isso, teria desconfiado que estava perfeito demais…

Lá fui eu, trabalhando arquivos para transformar em dados de memória e não me dei conta de que perdi praticamente a tarde inteira de Sábado fazendo a tal gambiarra. Quando dei por mim, eram mais de 18h e eu sequer havia iniciado a tradução. Como assim??? Perdi um dia todo de trabalho pra tentar ajeitar uma memória que por fim, se mostrou totalmente inadequada.

Mas sem pânico, certo? Era Sábado, eu poderia prolongar um pouco mais meu trabalho e acordar mais cedo no Domingo e recuperaria o tempo perdido. E estedi mais o meu horário de Sábado…

Domingo… 11 horas da manhã. O despertador não tocou!!!!!!!
Não precisa ser um Sherlock para ver que eu simplesmente esqueci de ligar do despertador. Com todas as tarefas matinais que tenho ultimamente (o ministério de Fauna e Flora da casa), lá se foi meio período. “Vamos lá! Senta a bunda nessa droga de cadeira, concentra nesse monitor e manda bala que o tempo está mais do que contra e rindo da sua casa, sua palhaça!”

Beleza. É grande, mas eu seguro, oras. Sempre segurei.
Mas… Um soninho, que neste caso, era pentelho, estava me incomodando.

Simples e básico: uma xícara de café e vamos em frente.

O sono persistiu. “Hm, a droga do café não deu certo…”
Fuçando a geladeira, encontrei meu velho amigo, Guaraná com açaí… (a Janine vai lembrar dele, ele me acompanhou tanto quando trabalhava em Alphaville). Geladinho…. Hm, porque não, né?
O café não fez efeito mesmo.

E lá foi a garrafinha de guaraná com açaí. E o sono também.
“Wow, não é que deu certo mesmo?”
Tolinha, como diria minha amiga Val. Deu certo. Despertei.

O que não deu certo, foi o surto que o programa de memória teve com o computador.
Eles decidiram que não iriam conversar e entraram em crise. Pelo menos umas 5 ou 6 vezes durante todo o período da tarde. Má notícia: cada vez que havia esse “crash”, o arquivo ficava corrompido e eu perdia o texto traduzido. Boa notícia: graças ao desgraçado filho da puta que estava causando esse pau todo, eu podia recuperar o texto traduzido e não perdia o trabalho todo feito até o momento da crise computadorizada.

As horas passando, eu quase não saia do lugar, a cada crash do programa, passar a memória pelo arquivo. A noite caiu…. Não, coitada, vamos melhorar isso. Ela encobriu o céu com seu manto estrelado (fica mais poético e eu não derrubo ninguém). E o meu desespero chegou perto do ápice quando bocejei novamente e eram apenas 18h. Mais café, oras!

Para tentar resumir, a brincadeira acabou às 4 da manhã. Mais precisamente, 4:15, quando entreguei meu arquivo. Não, não pude concluí-lo inteiro e antes que isso impactasse no prazo, eu e o fornecedor concordamos em dividir o que faltava da minha parte com mais outra tradutora (que sei lá eu o que estava fazendo na Internet lá pelas 2 da manhã e ficou empolgada com o trabalho… vai saber). Entreguei minha parte. Respirei aliviada. Recolhi a xícara do café, a embalagem do guaraná quase vazia e desci para dormir.

E aí começou o pesadelo.
Eu, que achei que as piores noites que eu tive em minha vida haviam sido as de insônia (no auge das crises de ansiedade) ou as noites seguintes à partida do meu pai (quando acordava assustada todas as noites, exatamente no horário em ligaram do hospital para avisar de seu falecimento), tive o que posso chamar de HORA DO PESADELO.

Em caixa alta mesmo. Podem chamar de exagero leonino, drama canceriano, não me importa o nome que vocês dêem, quem sentiu fui eu e não desejo isso para ninguém.

Primeiro, o corpo estava exausto, cansado, no seu limite. Mas a cabeça, não. Estava ativa, agitada, enveredando idéias atrás de idéias, traçando planos para a semana inteira e para projetos que estão parados há anos, coisas que devo fazer e não fiz, coisas que quero fazer e não me organizei para tanto. Justo eu, que por problemas de ansiedade, tenho que pensar num dia de cada vez, estava ali com milhares de coisas pulsando e vibrando. QUE INFERNO!!!!! Porque o cérebro não pode ser desligado da tomada? De vez enquando seria bom.

Quando vi que ia demorar, resolvi fazer as sombrancelhas. Coisa mais ridícula e descabida, eu com uma pinça, mais de 4:30 da madrugada, ajeitando minhas sombrancelhas. Queria que aquela coisa toda passasse, aquela taquicardia maldita cessasse e eu pudesse recostar minha cabeça no travesseiro para o sono dos justos.

O sono dos justos não veio. Olho o relógio, 5 da manhã. Deuses, logo a Tereza chega pra trabalhar e eu nem dormi! E tenho mais dois projetos engatilhados!

O que veio a seguir, foi uma seqüência de pesadelos horríveis. Não quero descrevê-los, mas me deixaram tão nervosa que, exausta, tentava não adormecer para que não continuassem. Mas eu adormecia e o sonhos continuavam implacáveis, exatamente de onde haviam parado. Gritava apavorada, desesperada, mas a voz não saía (sensação horrível). Num dos momentos em que acordei, pensei em pedir socorro no andar de cima, mas adormeci antes para mais uma sessão quase interminável de pesadelos.

Enfim, fiquei nesse “meio-que-dorme-e-sonha-e-acorda-e-dorme-de-novo-e-não-sei-se-estou-dormindo-ou-acordada” um bom tempo. Quanto? Não sei. Não ousei olhar o relógio temendo piorar minha aflição.

Hoje, 11:15. Acordei e respirei aliviada. Em algum momento daquilo, adormeci mesmo e sei que os sonhos se tornaram mais mansos, as coisas pareceram mais coerentes e mais lógicas.

Eu disse que ia resumir e escrevi mais um montão… Não tenho jeito mesmo…

Se isso é “ter barato”, meus amigos, “eu tô passando”. Nunca mais. E dessa vez, não rola aquela de “Nunca diga nunca”. ISSO, de novo, não.

O sangue que move o corpo, nos mantém vivos e podemos ter as sensações. Eu sempre agradeço por isso, pois é maravilhoso sentir. Mas fazia tempo que não passava pelo lado “doloroso” disso.
E quem nunca passou por isso, isso é um tipo de crise de ansiedade (o famoso “degrauzinho” que vem antes da síndrome do pânico).

Conclusão: Cafeína em excesso, com guaraná e açaí, para quem tem labirintite e simplesmente toma pouquíssimo café, somados com tensão, causam pesadelos, taquicardia e uma limpeza no subconsciente daquelas de arrancar coisas arraigadas, tão arraigadas que você acorda com dor no peito, pelas raízes retiradas.

De uma coisa, não posso reclamar: consegui organizar um bom planejamento para várias coisas, para os próximos meses.

Jardinagem? Esquece o que você sabe….

Nada como consultar um agrônomo, ou melhor, uma agrônoma.
Agora, além do ministério de “Louças para Lavar”, eu também assumi o ministério de “Fauna e Flora” da casa. Sou responsável pelo jardim e pelos cães. 🙂

Por uma questão de costume pessoal, passei a regar as plantinhas de manhã.
Sagradamente, todo dia, lá vou eu com meu regador e a tesourinha de jardinagem, pra podar folhinhas secas.

Cara. Que passatempo delicioso. Enquanto rego, vou podando folhinhas e observando o crescimento das plantinhas. Estou maravilhada com esse novo hobbie. 🙂

Mas… Nem tudo são literalmente flores nesse mundo verde que eu descobri.

Tudo começou com as margaridinhas amarelinhas. As folhas estavam amareladissimas e murchando. Comecei a observar e tive um treco. O caule das coitadas possuiam bolhas.
Muitos palavrões depois, podei as folhas secas, que aliás estavam infestadas delas, e deixei quieto, pra ver no dia seguinte.

Ó céus, que diabos, lá estavam elas em outros caules. AAAAAAAh maldição. 😛
Aquilo se proliferando. Podei todas os caules que tinham bolhinhas, sem dó.
Quer dizer. Pedi licença pra plantinha, expliquei. Não gosto de ficar podando assim, mas… puxa, ela tá doente. Precisa de ajuda.

Continuando meu dia a dia no jardim, encontrei as malditas bolhinhas em OUTRA planta.
Tive um treco. Comecei a vasculhar todas as plantas e separei os vasos. Os dodóis estão de um lado, os bons do outro. E todos sendo monitorados minuciosamente.

Vasculhei a internet atrás de fotos da bolhinha maldita. Nada. Achei que fosse cochonilha, mas todas elas tem uma casquinha, descartei a hipótese.

Hoje pela manhã, enquanto podava folhinhas secas das begônias, veio a gota d’água…

AARGH!!!! UM CARAMUJO NA BEGÔNIA! Não é possível!!!!! Isso é sinal de umidade.
Na verdade, a casinha já estava vazia. Puta que pariu. Vai virar uma infestação, isso mata a planta…

Eu amo a natureza. Juro. Sei que temos que preservar, etc e tal. E os insetos fazem parte do ecossistema, que se acabar com uns, outros aumentam… enfim, é parte da minha filosofia de vida e… MAS NÃO NO MEU JARDIM!

Além disso, descobri mais bichinhos de mais de quatro patinhas. Vários. Larvinhas. Fiquei furiosa. “Um vermicida, um fungicida, tenho que comprar… Exterminar esses vilões! Filhos da puta, se alimentando das minhas plantinhas!!!!”

*pausa para mantra… OMMMMMMMMMMMMMMM*

Depois que passou essa fúria leonina…. Veio a razão.
“Hm. Porque não consultar alguém que entende disso?”

Tenho a sorte de conhecer uma agrônoma. Ok, ela cuida de plantações, verdinhos bem maiores do que meras flores de jardim. Mas entende mais do que eu de tudo isso e o melhor de tudo: trabalha com compostos e adubos orgânicos. Nada de pesticida, fungicida e afins.
No meu desespero em salvar as plantinhas, já estava indo contra um outro conceito que considero fundamental, que é evitar essas coisas químicas. Se eu me trato com Naturopatia e medicamentos manipulados, comemos verduras e frutas orgânicas, porque diabos vou contaminar as plantinhas com química? Não tinha pensado nisso. É a intempestividade leonina causando decisões precipitadas. 😛

Com minha câmera, fui lá e fotografei a maldita bolhinha. Se eu não sei o que é, ela pode saber.

Consegui encontrá-la no MSN hoje. Mandei a foto abaixo:


Conseguem ver as bolhinhas…? Essas são só duas. O caule todinho está cheio delas, aliás os caules desse vaso estão cheios delas. Ou melhor estavam, pois podei tudo num momento de fúria. Todos os caules infectados foram cortados.

Expliquei a ela sobre as bolhas e mandei a foto.
“Cochonilha sem carapaça”, ela disse.
Filhas da puta. Quer dizer que existem cochonilhas carecas??????
Muitas risadas. Sim, existem cochonilhas carecas e são essas vacas, quer dizer, pragas que infestaram alguns dos meus vasos.
Ela me fez algumas perguntas sobre iluminação. Nosso jardim fica na direção norte, então pega sol boa parte do dia.
“Se tem iluminação certa, o problema está na água… Como vc rega?”, ela perguntou.
“De manhã, todo dia…”, respondi
“Isso, tem que ser de manhã. Regar de noite, não é bom. Mas não precisa regar todo dia. Plantas podem ser regadas tranqüilamente 1x por semana. 3x se vc se sentir muito culpada… *rs*”

Pois é. Eu estou afogando as plantas.

“Ué, não tem que regar todo dia?”, eu disse pra ela.
“Isso é coisa de jardinagem neurótica!!!! Alguém cismou que precisa regar todo dia, mas não precisa! Agora é inverno, vc está afogando as plantas e por isso as pragas…”, ela respondeu, “está pondo as coitadas pra nadar no inverno…”

*mais risadas*

Então, a culpa é minha. Na verdade, já vem do costume anterior, que era regarmos de noite. Isso deixou todos os vasos úmidos. Inclusive as begônias, que dizem que gostam muito de água. “Não, não, as begônias também.”, ela disse.

Por isso o título deste post: “Esquece o que você sabe… A gente cresce ouvindo essas coisas mas não é assim que funciona…”, ela disse no meio da conversa.

Orquídeas então, nem se fala… Tenho 4 e uma está indo pro buraco, provavelmente, reguei demais também. Quando contei pra ela, ela repetiu: “Regou demais. Não pode. Orquídea quase não precisa de água”.

Falei então do vermicida.
“De jeito nenhum, plantas de jardim não precisam disso. Pára de afogar as coitadas que o problema se resolve por si mesmo…” *mais risadas*

Mas recomendou também que, enquanto isso, eu vá podando mesmo os galhos e folhas que contenham as praguinhas e retire com a mão os insetinhos.

Me perguntou se eu adubava a terra. Disse que estava pensando em usar um composto que achei aqui nas coisas do Milton. “Não faz isso! As pragas vão proliferar!”. Ela disse.

Ela me ensinou que podemos adubar a terra com um composto orgânico, que a gente faz em casa mesmo. Usando um saco (quem tem animal pode usar aquele saco de ração), e ir enchendo de restos de cozinha, de legumes, verduras e frutas. Deixar repousando tudo mais ou menos um mês e meio, e a hora que o cheiro sumir, tá pronto. Daí, colocar por cima, deixando um espacinho em volta do caule.

“Não mistura na terra. Pode dar caca. Coloca por cima mesmo. Se você achar que precisa mexer, revolve no máximo 5 cm de terra. Não precisa misturar tudo. Outra coisa boa é torta de mamona.”

Torta de mamona? Que diabos, dar torta pra planta?
Claro que não disse isso pra ela. Ela já devia estar rindo horrores das minhas trapalhadas. Pus as plantas todas no Titanic e ainda reclamo das pragas!!!!!

Torta de mamona vem em caixinha, pode ser comprado em qualquer loja de jardinagem. “Coloca por cima também. Na caixinha vai dizer pra misturar, não faz isso!”.

Bom. Foi uma conversa bastante produtiva e divertida… Tirando sarro das minhas cacas e minha inexperiência com jardim. Apelidei a cochonilha de Kojak. Cochonilha careca, era só o que me faltava além de Torta de Mamona pra plantinhas. Cool!

Falei do pó branco no feijão. É, tinhamos um vaso cheinho de feijão, mas as folhas todas foram ficando brancas, como se embolorassem. Advinhem qual foi a resposta????
“Tá regando demais….”, ela disse. 😛

“Existe pulgão que não seja branco?”, eu perguntei.
“Porque? O que mais tem aí?”, ela falou.

É. Tem uns insetinhos marronzinhos, um pouco maiores que formigas domésticas, das pequenininhas. Eles ficam na parte de baixo da folha, em volta do caule, na maior reunião.
Parece clube de bichinhos tomando sol de manhã. E pensar que podei uma folha inteira com pelo menos un 9 hoje. *rs*
Ela pediu pra eu tentar fotografar pra mandar pra ela. Ela disse que não consegue saber o que é pela descrição, acha muito grande pra ser algo que ela conheça.

Vamos ver se o clube de insetinhos se reune amanhã pra tomar sol na margaridinha de novo e aí eu tento tirar a foto.

Existe um vaso vazio. Na verdade, dois. Um deles, vou transplantar uma plantinha que já está estourando o vasinho onde ela está. E a outra, é pra receber outras plantas que vierem.
Pra preparar a terra, revolver tudo e colocar a torta de mamona!

Enfim. Meus problemas se resumem a “Afoguei as plantas e as pragas vieram”.

Ela recomendou também, cobrir alguns vasos com palha, que ajuda.
A palha pode ser obtida de grama, que você recolhe e deixa secar completamente. Aí, coloca por cima também. E eu nem contei pra ela que tirei toda a palha de um dos vasos porque achei feio! *rs*

Vamos ver agora, depois de consultar minha amiga querida, como as coisas ficam.
Nada como ter uma amiga agrônoma. Aliás, melhor do que isso, agrônoma e bruxa, que trabalha com orgânicos. O que mais eu podia querer? 🙂
Sabrina, querida. Muito obrigada pela sua atenção. Tá certo que sei que você vai me zuar pro resto da vida com essa história, mas valeu mesmo pelas dicas e tudo mais. Assim, agora vou conseguir cuidar do jardim direitinho e as plantinhas vão crescer felizes como tem que ser. Aguardem, em breve, mais notícias do jardim. 🙂

Envelheço na cidade….

Meus pais se casaram em 26 de julho de 1969. Os amigos de meu pai lhe deram de presente de casamento várias caixas de camisinha. O que ele não sabia é que eles haviam furado as caixas com agulhas bem finas. Então, em algum momento em Fevereiro de 1970 (carnaval, talvez? *rs*), meu pai decidiu usar as camisinhas. (acho essa parte divertidíssima!)

“Chutou, bateu é gol (gol, gol, gol, gol, gol) GOOOOOOOOOOOOOOOL do Brasílio!!!!) foi de prima, precisão totaaaaaal!!!”

Então, cerca de 37 anos atrás, no dia 06 de agosto, a bolsa da minha mãe estourou e meu pai a levou para a maternidade do SESC (que não existe mais) para que ela pudesse dar a luz ao primeiro bebê do casal. Mas… Não foi tão simples assim.
Minha mãe não engodara muito. Ou melhor, praticamente nada. Tanto que para ir ao hospital vestiu um de seus taileurs.
Na maternidade, por sua vez, não acreditavam que ela estava grávida e não queriam aceitá-la. Alegavam que era trote de faculdade. O médico da família, pediatra e obstetra foi chamado e mesmo com ele ali, atestando a gravidez de minha mãe, ele e meu pai foram obrigados a assinarem um termo de responsabilidade para que minha mãe pudesse dar entrada.
Feito isso, lá foi ela. Não sei direito sobre contrações (essa parte da história, não me contaram).
Mas sei que isso foi durante o dia do dia 06. A bolsa dela estourou e lá foi ela pra maternidade.
Quando digo que minha mãe é uma mulher entanto, eu falo de boca cheia mesmo. Pois até pra dar a luz a mim, ela foi muito, mas muito forte.
A bolsa estourou dia 06, durante o dia. Eu fui nascer apenas na manhã do dia 7. Ela teve um parto normal seco.
Nunca tive filhos. Mas por todos os comentários que já ouvi e documentários que vi, as dores são horríveis. Não consigo nem conceber o quanto ela sofreu. E foi por mim.
Os médicos achavam que nem eu, nem ela sobreviveríamos. Queriam me “sacrificar” pra salvar minha mãe. Meu pediatra intercedeu furioso e novo termo de responsabilidade foi assinado e o parto foi feito desse modo.
Dia 07 de agosto de 1970, às 9:15 da manhã o médico disse: ‘É uma menina’. E eu levei o tradicional tapinha no bumbum. Dizem que abri o berreiro.
Mesmo assim, os médicos estavam totalmente descrentes a meu respeito.
Naquela época era muito comum nascerem bebês prematuros de 8 meses. Mas não de 7 meses (que foi o meu caso). É, pois é. Ansiosa desde o ventre materno. 🙂
Fiquei na encubadeira uns dias. O médico disse pros meus pais que eu não iria sobreviver.
Eles sofreram muito nessa expectativa toda. Mas, contrariando ao médico (que nem sei o nome e gostaria muito de encontrar hoje em dia pra bater nos ombros dele e dizer que ele errou! :P), eu fui pra casa, saudável, mas pequena.
Segundo minha mãe, eu cabia numa caixa de sapato do meu pai (que calçava 43).
Logo no começo, os pais de primeira viagem me perderam dentro do moisés (pra quem não sabe, moisés é aquela cesta onde se colocam bebês, bem, nem sei se fazem mais isso hoje em dia).
Me deixaram dormindo no meu lindo moisés e durante meu soninho, rolei para o lado e a cesta inclinou-se (pois seu fundo era arredondado, pra balançar e ninar o bebê) e rolei para baixo da cama. Como já era boa de cama desde aquela época, continuei dormindo onde estava.
Eis que, desperto no meio de uma escuridão total, sem saber onde estou, longe de minha mãe. Fiz o que sabia fazer naqueles dias: chorar.
Meus pais foram correndo me acudir no quarto e ao verem o moisés vazio, quase “infartaram”.
Me procuraram por toda parte, ouviam meu choro, mas não sabia de onde vinha. Até que, olharam embaixo da cama e lá estava eu.
(Será que fiz de propósito, desde pequena, aprontando? :P)
Outro quase ‘infarte’ que causei em minha mãe, eu tinha uns 3 anos de idade. Em minhas mãos, uma tesoura daquelas de costura bem antiga, em U. Na minha frente, dois furinhos onde a tesoura encaixava perfeitamente. Ora essa, o que mais eu podia fazer a não ser inserir o objeto nos furinhos? E daí que era uma tomada, eu não sabia o que era uma tomada…
Acho que foi a primeira vez que meu anjo da guarda intercedeu. *rs*
O cabo da tesoura era de borracha grossa. De modo que eu não levei choque algum. Causei uma pequena explosão (pequena mesmo), que fez uma faísca enorme subir pela parede e marcá-la de preto. Minha mãe, “quase morreu”, segundo dizem. Eu? Ah, bati palminhas, oras. O que mais uma criança de 3 anos vai fazer diante de uma faísca? 🙂
Bom. 🙂
Feliz aniversário pra mim, atualizando para versão 3.7 agora, mais experiência por metro quadrado de mulher, com um tico e um teco separados por um mata-burro… *rs*

Pra vcs dizerem que já me viram nua pelo menos uma vez na vida, segue uma foto minha na banheira… A foto também poderá ser vista no Fotolog: http://www.fotolog.com.br/kemeniel

SE MEU FUSCA FALASSE…

Foi paixão a primeira vista. Ele me olhou lá na tela do cinema e piscou seus faróis, buzinou charmoso, aquele “bi, bi” que só ele sabe fazer. Foi assim que eu conheci o Herbie. E meu pai tinha um fusquinha branco, que na minha mente infantil era o primo do Herbie… Anos depois, o primo do Herbie deu lugar a um Passat branco, que se tornou a namorada do Herbie, claro.
Daí pra frente, minha paixão pelo Fusca só aumenta.
Os amigos tiravam sarro que só eu e o Itamar franco gostávamos do bom e velho fusquinha. Mas o que eu posso fazer? Seu formato arredondadinho e os faróis que parecem olhinhos, junto com o desenho do capô que parece uma boquinha sorrindo me cativaram. Até aprender a dirigir, foi num fusca. Ele tem um papel importante na minha vida e eu os amo até hoje. Símbolos da infância que ficam com a gente. Incrível né?

O Milton até disse que se eu voltasse a dirigir, com prática e confiança, ele dava um jeito de arrumar um fusquinha pra mim.
Já expliquei que se ganhar o fusca, ele só sai da garagem pra ir em encontros de amantes de fusca ou exposição. JAMAIS vou sair dirigindo fusquinha no dia à dia.
O seguro é de carro de colecionador, portanto, caro e as chances de roubo são maiores ainda, pra poderem desmanchar o coitado e roubarem peças. Na, na, na.
Não consegui passar da lição de tirar e pôr o carro na garagem ainda. Tenho muito medo de dirigir. Mas, hoje ganhei meu primeiro fusquinha.

Vermelhinho, parece até uma cerejinha de tão brilhante. 🙂
De quebra, vem uma Kombi, vermelhinha com a parte superior branca. TUDO!!!!!
É simplesmente TUDOOOOO!!!! Igual a que meu tio tinha quando eu era pequena.
Milton e Samara, muito obrigada!!!!
Oh, ok. A verdade é que o conjunto, é a Kombi rebocando o fusca. Mas o fusca é mais importante pra mim, portanto, pra mim, o conjunto é o fusca e a kombi veio de quebra. Cada qual com suas preferânças, como diz o Nando. 😛

Enfim. Vejam só que belezinha de máquina! Como disse, parece até uma cerejinha. Bom, na verdade, com essa cor forte, meio vermelho ferrari, parece até uma pimenta! Eu adoro pimenta, uhu! O nome dele é Bumblebee, em homenagem ao Transformer que também é um fusquinha. Só que no desenho, ele é amarelo. Ah sim, o do filme é um Camaro, porque dizem (não sei se é verdade) que a Volkswagen não permitiu o uso do carro, por não querer seus carros associados à violência. Acho que eles não entenderam que era filminho de mentira… 😛

Não é um espetáculo? A cor é brilhante até. Do jeito que bati, até parece de verdade!

A escala dele é de 1:24 e como a foto mostra, dá pra abrir o capô dianteiro e as duas portas. Tem até o estepe dentro, calotinhas prateadas! Um xuxu!!!!!! Estou extasiada!!! 😀

Mas, a Kombi também é bem legal. Ela abre apenas uma das portas traseiras e o porta-malas. É tudo. A capota branca com o resto da carcaça vermelha dá um saudosismo único. Meu tio Kenji tinha uma parecida com esta. Segundo o Mi, essas de duas cores eram as mais caras no mercado, na época. E eu achava o máximo o fato do banco dianteiro ser único e poderem sentar três pessoas no branco da frente. Passeamos muitas vezes com essa Kombi, o tio nos levou a vários lugares. Olha só o brilho no pára-choque dela, que show! Nem fiz de propósito, isto é, não usei efeito nenhum. Ela não é fofa também? Sua escala é 1:25 (não sei pq a diferença de um para o outro, talvez pra caber na embalagem…. Anyway, adorei. É um presente de aniversário adiantado, já que o meu aniversário é na Terça. 🙂

Não são meus primeiros carros, tenho que admitir. Meu primeiro carro mesmo foi uma Lamborghini Countach branca (que está guardada). Depois adquiri uma preta (esse carro é fascinante). Depois, veio o Match 5, junto com o Speed, o Gorducho e o Zequinha. E se tudo der certo, minha próxima aquisição será o Aston Martin DB5. 🙂

Pra finalizar, seguem os dois carrinhos estacionadinhos.
Os dois não têm idéia, mas fizeram o meu dia!!!
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