Coisas do cotidiano…

Engraçado como as coisas do cotidiano, por vezes, parecem meros detalhes e com isso, deixamos passar grandes oportunidades de refletirmos nas coisas.

Estive pensando ultimamente, no mundano e no sagrado.
O sagrado, perdemos faz tempo. Falando do ponto de vista mais ligado à natureza, é realmente complicado mantermos o contato com ela no meio de São Paulo. Até mesmo os parques, estão abarrotados de gente, transbordando pra todos os lados. E o que eu gosto é de um lugar tranqüilo, sem pessoas. Sonho em montar meu “caer” pessoal, meu pequenino jardim ou bosque, onde eu possa sentar e me deixar meditar.

Por hora, isso é feito no plano espiritual e vai muito bem, obrigada.🙂

Engraçado como, pensar na natureza como parte de você e você parte dela, faz com que você veja algumas coisas com outros olhos.

Claro que, tudo precisa de um pouco de bom senso.
Lembrando da história do rato, eu fiquei com dó do animal, pois é um animal, como nós. Eu achei o rato bonito e fiquei maravilhada com a agilidade como ele escalou a grade e andou pela viga de madeira do telhado de fibra de vidro. Ele o fez tão rápido que, tanto eu, quanto o cão ficamos surpresos. Porém, ele vive em lugares sujos, carrega doenças e por mais que eu tenha dó, ele é um transmissor de males, principalmente para os cães, que não pensam duas vezes em atacar um animal que invade seu território. Temos que pensar em nós.

Ontem, me peguei brigando com formigas. Sim, aquelas minúsculas pretinhas que invadem a casa de todos. Quem não se deparou com aquilo em sua casa, é abençoado. Não pode haver nada doce ao seu alcance que logo se forma aquele colar de formigas entrando e saindo.

Mas elas invadiram meu pacote de sucrilhos.
Pela segunda vez. O primeiro, nem tive coragem de comer. A Samara vive tirando sarro, dizendo que é proteína. Não gosto de ver esses pequeninos andando. Sei lá. Animais de mais de 4 patas me dão nervoso. Abandonei o primeiro pacote de sucrilhos pra elas e elas se empapuçaram dele.
Mas decidi que o segundo não! Já era abuso demais. De novo o meu pacote de sucrilhos, não!

Minha querida mamãe me ensinou que quando as formigas invadem o açucar, basta pegar uma grande toalha ou folha de papel, derrubar todo o açucar nela, colocar no sol e esperar que elas abandonam o doce. É verdade. Mas ontem estava nublado. Sem chance alguma de eu colocar meu sucrilhos no sol. Decidi enfrentar as formigas na raça mesmo.

Abri um jornal, daqueles de folha branca (propaganda de alguma loja) e espalhei todo o sucrilho ali. Logo algumas começaram a fugir. ‘Ha, fujam, suas covardes… Xô, xô….’, eu pensei.

Mas, claro, nem todas fizeram isso.
Comecei então um processo de chacoalhar o papel, espalhar os flocos como se escolhe feijão… Continuaram fugindo. Muito bem. Só que isso estava demorando demais.

Minha consciência (ou aquele tal de bichinho de asinhas do lado direito) ficou dizendo que eu devia esperar e continuar chacoalhando o papel. Mas, o outro, do lado esquerdo, de chifrinhos, dizia pra eu acabar logo com aquilo e esmagar as formiguinhas.

E então, veio meu dilema pessoal: mato ou não mato as formigas?

Sempre penso que nós, seres humanos é que acabamos invadindo o espaço dos animais e por isso, alguns se tornam ariscos ou acabam tendo comportamentos estranhos. Como os ursos no norte dos EUA e no Canadá, que roubam cestos de lixo, ou os lobos que começam a caçar galinhas em sítios.

Mas quem invadiu o espaço de quem?
A questão é, a casa pode ter até invadido o espaço delas, mas elas invadiram o meu sucrilhos.

O chifrudinho deu uma voadora no de asinhas brancas e eu comecei a separar os flocos e esmagar cada pontinho preto que saía andando. Não me senti nada bem fazendo isso, mas estava defendendo o meu sucrilhos e elas é quem começaram, portanto… Elas invadiram. Eu dei uma chance, elas não fugiram. Azar o delas.

Após acabar o processo, coloquei todos os flocos numa vasilha com tampa e recolhi o jornal. Me senti culpada.

Mas curiosamente, a culpa passou hoje pela manhã quando pude comer meus sucrilhos com meu leitinho de soja….😛

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